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atualidades
DOMISSANITÁRIOS
Setor monta programa para
multiplicar exportações
A Associação Brasileira das
Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla) lançou o Projeto Setorial
de Incremento de Exportações em conjunto com a Agência de Promoção de
Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), em setembro. Com investimento de
R$ 2 milhões, o convênio prevê fomentar as exportações do setor, além de
ampliar os mercados importadores do produto brasileiro.
Essa fase inicial do projeto tem duração prevista de dois anos e contempla
dez indústrias. A Abipla pretende ampliar a adesão para 25 empresas, em
2008, e, no ano seguinte, ter 32 participantes. O objetivo do projeto é
aumentar as vendas ao mercado externo, sobretudo de pequenas e médias
empresas – cujo faturamento anual é de até R$ 20 milhões –, para US$ 2,9
milhões até 2009. Hoje, o volume exportado por essas indústrias chega a US$
500 mil. “O nosso planejamento é conservador, possivelmente iremos superar
nossas expectativas”, avisa o presidente da Abipla, Luiz Carlos Dutra. Para
tanto, várias ações foram programadas, como a participação do grupo em
feiras internacionais, a realização de cursos e seminários no País, além da
atuação no Projeto Comprador (rodadas de negócios), entre outros. As
primeiras iniciativas do convênio correspondem à presença nas feiras
Supermercado 2007, em Santiago, no Chile, e International Exposition Small
and Medium Enterprises, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, ambas em
outubro.
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O alvo das ações do projeto serão regiões
pouco convencionais, como África, Emirados Árabes Unidos, Angola,
Moçambique, Egito, Síria e Panamá. Também estão no foco das duas
associações países como Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai. De
acordo com o presidente da Apex, Alessandro Teixeira, nesses mercados
há mais chance de o projeto obter resultados rápidos. “Temos condições
de ingressar nesses países de forma direta e racional, além disso,
nossos produtos estão adequados para entrar rapidamente nesses
países”, afirma Teixeira. |
Renato Testa |
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Teixeira (esq.) e Dutra
firmam acordo com o intuito de abrir mercados fora de EUA e Europa |
A Europa e os Estados
Unidos são considerados pouco atraentes, sobretudo, porque já estão
saturados.
Eles dominam 56% das vendas globais de produtos de limpeza. Dados
da Euromonitor International dão conta de que a América Latina e a Europa
Oriental representam hoje as regiões de maiores crescimentos no mercado
mundial de produtos de limpeza, com taxas de 17% e 14%, nessa ordem. Estudos
da Euromonitor indicam ainda que nos próximos cinco anos Brasil, Rússia,
Índia e China deverão registrar faturamento de US$ 4,2 bilhões, tornando-se
grandes mercados em potencial.
Mercado doméstico - Apesar de a indústria nacional de produtos de
limpeza e afins se mostrar forte no cenário mundial, não há uma cultura de
exportação local. “Esse setor não tem uma visão de mercado externo”, aponta
Teixeira. Hoje as exportações chegam a US$ 164,9 milhões, o equivalente a
1,65% do faturamento de R$ 10,13 bilhões registrado em 2006. Esse valor
ficou bem abaixo das importações, que alcançaram US$ 272,4 milhões, no mesmo
período.
A indústria de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos é um dos modelos
adotados pela Abipla. “Os dois mercados têm características similares”, diz
Teixeira. O faturamento de R$ 36 bilhões, obtido em 2006, e os US$ 500
milhões das exportações estimulam o mercado de produtos de limpeza e afins.
Em tempo, entre as principais conquistas da Abihpec estão: reduções de
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços (ICMS) de produtos do setor e o estabelecimento de
parceria com a APEX-Brasil.
Para Dutra, a indústria dos produtos de limpeza e afins pode ser
caracterizada por sua capacidade de inovação. Ele destaca a qualidade dos
produtos e a tecnologia embutida neles. O ponto fraco do setor fica por
conta da tributação e da informalidade, segundo o presidente da Abipla. A
associação reivindica a harmonização das alíquotas do IPI em 0% sobre
produtos de limpeza, sobretudo detergentes e limpadores. “Estamos batalhando
para reduzir a carga tributária do setor”, ressalta Dutra. A associação
entende ainda que um dos entraves do setor corresponde ao ICMS, cuja
alíquota é de 17%. Dutra acredita que se a tributação for mais branda, a
informalidade seria, de alguma forma, combatida. Segundo estimativa da
Abipla, no ano passado, o setor deixou de faturar R$ 600 milhões, por causa
da venda de produtos ilegais.
Renata
Pachione
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