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atualidades AMBIENTE Visão multidisciplinar gera soluções adequadas A experiência acumulada nos primeiros anos do ainda recente setor de serviços ambientais no Brasil foi determinante para que três jovens técnicos tivessem a idéia de fundar, em 2006, a Fator Ambiental. Ex-funcionários das empresas especializadas CSD-Geoklock e Essencis, o engenheiro civil Marcos Redondo, o geólogo Frederico Draetta e o engenheiro químico Enrico Freire perceberam juntos, depois de atender a vários casos importantes de descontaminação, como o do Aterro Mantovani e o da Rhodia/Clorogil, que a demanda ambiental da indústria hoje se sofisticou e não se limita mais à simples compra de tecnologias para solucionar seus passivos. “A busca de solução para um passivo é uma equação complexa que envolve análise de risco, aspectos jurídicos e, somente após isso, a definição por uma tecnologia de remediação ou não, caso não seja necessário”, explicou Marcos Redondo. A afirmação do engenheiro, diretor-executivo da Fator, fundamenta a estratégia da empresa de se firmar como consultoria que agrega aos fornecimentos a prestação de serviços e a execução de projetos. E com o espectro ampliado para além da remediação de solos, especialidade dos sócios, visto que a Fator também atuará nas áreas de tratamento de efluentes, de controle de emissões atmosféricas e de auditoria e investigação.
Esse aspecto do serviço ofertado vai se valer de uma ferramenta ambiental muito debatida na atualidade, mas pouco aplicada: a análise de risco. Será por meio dela que os técnicos vão avaliar a necessidade ou não de se iniciar um projeto. E por um motivo simples: várias vezes não se justifica despender volumes consideráveis de tempo e dinheiro para determinadas remediações. Nem sempre, por exemplo, é lúcido obrigar uma empresa a despoluir urgentemente um lençol freático ou um solo. Se aquela região não compromete o consumo humano de água ou o uso agrícola, ou se há a possibilidade de se conduzir um projeto de atenuação natural monitorada dos poluentes, de forma mais lenta e econômica, uma análise de risco bem feita chegará a essas conclusões. E com os dados obtidos ficará mais fácil convencer o Poder Público a ser mais parcimonioso com os fiscalizados. M.R.F.
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