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atualidades
ATUAÇÃO RESPONSÁVEL
Pequenas empresas
podem aderirO programa Atuação
Responsável – sistema de práticas de gestão de saúde, segurança, qualidade e
meio ambiente da indústria química – vai se estender para além do quadro de
associados da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim),
atingindo as micro e pequenas indústrias. O plano foi anunciado no último
congresso do programa, nos dias 28 e 29 de agosto em São Paulo, e conta para
isso com o apoio do Sinproquim, sindicato da indústria química de São Paulo.
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“Vamos usar a força dos sindicatos para
difundir o programa entre o universo de empresas menores não
associadas à Abiquim”, afirmou o coordenador-executivo do Atuação
Responsável, Antonio Rollo. Para o propósito, a Abiquim conta com dois
trunfos: 1) acordo de cooperação formal com o Sinproquim, que abrange
agora toda política de atuação da associação e cujo símbolo maior é o
fato de seu atual vice-presidente, Nelson Pereira dos Reis, ser também
presidente do sindicato; |
Divulgação |
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Rollo: parceria com sindicatos ajudará a difundir o programa |
2) a elaboração de
uma cartilha, denominada PreparAR, que serve de base simplificada para
empresas menores começarem a adotar o programa em seus cotidianos fabris.
A preocupação da Abiquim em difundir o Atuação Responsável para toda a
indústria química brasileira tem fundamento convincente. Apesar de, até o
momento, ter sido adotado obrigatoriamente pelos 140 associados e parceiros
da área de transportes e serviços ambientais, a ausência das não-associadas
nas práticas mais corretas de gestão pode comprometer o conquistado pelos
signatários (os indicadores de desempenho do AR de 2006 estão no site
www.abiquim.org.br). Mesmo que a Abiquim represente cerca de 80% do volume
de produtos químicos, um deslize de uma indústria química não associada,
seja um acidente ambiental ou de segurança do trabalho, afeta todo o setor.
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A inclusão de novos adeptos faz parte de
um plano de metas para 2020, “que visa a tornar o setor químico uma
indústria produtora de insumos ecologicamente corretos, levando em
conta sempre a análise de ciclo de vida deles”, segundo afirmou no
congresso o diretor técnico de assuntos industriais da Abiquim,
Marcelo Kós. “Para atingir a sustentabilidade empresarial do setor,
objetivo do Atuação, não dá para ficar só nos associados”, completou. |
Divulgação |
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| Kós:
sustentabilidade setorial exige ir além dos associados |
Outro novo aspecto
importante abordado no congresso foi a divulgação de que, já em 2008, a
Abiquim planeja passar a divulgar os indicadores de desempenho do programa
por empresas, tirando o caráter anônimo e setorial dos dados. A idéia é
adotar o mesmo procedimento da versão norte-americana do Atuação
Responsável. “Isso dá mais credibilidade e aumenta a responsabilidade das
empresas, que passarão a ter seus nomes vinculados publicamente”, disse
Antonio Rollo.
E por falar em indicadores, os apresentados no congresso foram positivos. Um
que chamou bastante atenção foi a maior preocupação com o uso racional da
água. O volume de efluentes lançados, a despeito do aumento de 10% na
produção, vem caindo sistematicamente. Em uma comparação maior, de 2002 para
2006, caiu quase pela metade: de 4,19 m3/t produzida para 2,7 m3/t.
“Trata-se de uma demonstração cabal de que a indústria investe cada vez mais
em meio ambiente”, assegura Rollo.
No aspecto estrutural, o programa também continua a evoluir dentro do
planejado pela grande revisão realizada nos últimos anos, cujo objetivo
principal era tornar a implantação mais facilitada, com a sinergia de
práticas, e ao mesmo tempo com formato mais sistêmico, de gestão, englobando
todas as normas ISO e demais práticas em um só pacote de implantação e
auditoria. Segundo revela Marcelo Kós, a única norma que não foi possível
adaptar ao programa foi a de responsabilidade social, a SA8000, por falta de
entendimento com as partes envolvidas.
Mas as demais normas, que foram estruturadas e unidas às práticas do AR
a fim de preparar a indústria para a chama-da excelência empresarial, já
começam a ser implantadas e auditadas conjuntamente. Neste ano, verificações
pilotos foram feitas na Akzo Nobel, PqU e Suzano Petroquímica, e mais para
frente duas empresas, EKA e Carbocloro, foram recertificadas para valer nos
novos critérios. Essas primeiras experiências serviram para ajudar em
melhorias no processo que passará a ser exigido aos associados. E, em futuro
próximo, a todo o setor químico brasileiro.
Marcelo R. Furtado
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