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ABRAFATI
Feira e congresso
internacional
de tintas comemoram
vinte anos
em clima de expansão
Rose de Moraes
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Os
vinte anos dos maiores eventos setoriais de fornecedores para tintas para
revestir superfícies da América Latina, reconhecidos pelas exposições da
Abrafati – Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas, deverão
transcorrer em clima de prosperidade e otimismo.
A 10a Exposição Internacional de Fornecedores para Tintas e o 10o Congresso
Internacional de Tintas, de 24 a 26 de outubro, tradicionalmente mobilizam
grande número de profissionais e injetam ânimo no setor. Também abrem
caminho às novas perspectivas e oportunidades em negócios e sugerem novas
aplicações com qualidade comprovada aos mais de 300 produtores brasileiros,
somados a outras dezenas de fabricantes sul-americanos que acorrem à famosa
exposição bienal cada vez em maior número, em busca de novidades.
A Abrafati 2007 realmente deverá ser um marco comemorativo para seus
organizadores, promotores e participantes, sejam expositores ou visitantes.
Em duas décadas, a exposição e o congresso ganharam prestígio internacional,
serviram de elo de integração e intercâmbio de informações e incentivaram
inúmeras pesquisas no âmbito das tintas que dão cor e personalidade a
marcas, aconchego e beleza às instalações e residências e valor estético aos
bens e a uma infinidade de produtos.
Quinto maior pólo mundial de produção de tintas, com 968 milhões de litros
produzidos no ano passado, o Brasil encontrará na Abrafati 2007 a
oportunidade ímpar para lançar e irradiar tendências tecnológicas.
Pela primeira vez neste ano, mais de 150 expositores, 900 congressistas e
milhares de visitantes irão ocupar os 20 mil m² do Transamérica Expo Center,
na Zona Sul da capital paulista.
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“O
Brasil é um dos cinco maiores mercados mundiais para tintas, tem amplo
espaço para o crescimento do consumo e da produção, e vem se firmando
como importante plataforma de exportação de insumos, equipamentos e
serviços, especialmente para a América Latina”, afirmou Dilson
Ferreira, presidente-executivo da Abrafati.
As vendas das indústrias de tintas no Brasil em 2006 superaram os US$
2 bilhões. Em 2007, o desempenho no setor deverá seguir além, essa é a
expectativa. De acordo com projeções feitas por especialistas, o setor
de tintas deverá registrar 6,5% de crescimento no comparativo com
2006. Ou seja, em termos percentuais, irá mais do que dobrar os
resultados alcançados no ano passado, mantidos à taxa mais modesta de
2,8%.
É inegável a importância da economia e do aumento no poder aquisitivo
de camadas da população sobre os resultados esperados. O aquecimento
da construção civil e a demanda em ascensão das tintas imobiliárias,
responsável por cerca de 77% do volume total produzido no País,
certamente oferecem importante parcela de contribuição.
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Cuca Jorge |
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Ferreira: Brasil se tornou plataforma de exportação |
Nesse
cômputo, porém, não se deve deixar de lado a evolução no conhecimento e nas
pesquisas dedicadas a gerar formulações mais vibrantes e coloridas,
resistentes, menos agressivas e mais duradouras para os usuários de tintas,
aspectos extremamente valorizados e incentivadores do consumo até por
usuários que, embora não entendam de química, possuem senso estético e sabem
valorizar bons produtos.
Mas se a economia e os novos desenvolvimentos e inovações são decisivos para
o crescimento do mercado de tintas, o que dizer de iniciativas como as da
Abrafati, que mobilizam todos os elos da cadeia para propulsionar a
qualidade, o crescimento, o desenvolvimento e a inovação no setor. Muitas
das respostas, vocês, leitores, vão encontrar na programação da exposição e
do congresso de 2007.
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“Neste
ano, graças ao maior apoio dos patrocinadores, alguns deles que nos
acompanham há vinte anos, como Basf e Bayer, e outros que estão se
unindo a nós, como Águia Química, Bunge Biphor, Elekeiroz e Itatex,
vamos oferecer maior conforto e melhor infra-estrutura em segurança,
estacionamento, pontos de energia e maior facilidade para carga e
descarga de materiais aos expositores nas instalações do Transamérica
Expo Center, um complexo de exposições integrado ao hotel
Transamérica, que permite a hospedagem de visitantes internacionais e
de outros Estados. Na organização do novo espaço, preocupamo-nos em
promover maior integração entre os expositores e os cerca de 900
profissionais até agora inscritos no Congresso que poderão transitar
todos pelo mesmo pavimento, no piso térreo, favorecendo os contatos e
os encontros”, informou Telma Florêncio, gerente administrativa da
Abrafati e coordenadora dos eventos. |
Cuca Jorge |
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Telma: novo local favorece integração entre expositores |
Um dos
muitos convidados ilustres deste ano, o químico Edward J. Donnelly,
presidente do International Paint and Printing Ink Council (IPPIC), é
aguardado para presidir a sessão plenária inaugural do 10º Congresso
Internacional de Tintas, a ser realizada no dia 24 de outubro, a partir das
9 horas. Donnelly irá traçar um panorama do atual estágio da indústria de
tintas no mundo e comentar as perspectivas para os próximos anos.
Na segunda plenária, o engenheiro químico Luis Fernández, vice-presidente
mundial e diretor da área de negócios de materiais para tintas e
revestimentos da Rohm and Haas, irá abordar no dia 25, a partir das 9 horas,
o desenvolvimento sustentável na indústria de tintas, abrangendo questões
ligadas ao meio ambiente e à responsabilidade social.
Outro convidado especial é Haroldo Mattos de Lemos, presidente do Instituto
Brasil PNUMA – Comitê Brasileiro do Programa das Nações Unidas para o Meio
Ambiente, e professor de engenharia ambiental da Universidade Federal do Rio
de Janeiro, que irá discorrer no dia 26, também a partir das 9 horas, sobre
o aquecimento global, encerrando a terceira e última sessão plenária
prevista pelos organizadores.
A Abrafati 2007 também levará ao conhecimento do grande público estudos
premiados pela entidade em conjunto com a Petrobrás em dezembro de 2006.
Trata-se de dois trabalhos que apresentaram relevante contribuição ao
desenvolvimento da ciência em tintas. O estudo premiado em primeiro lugar
tem como co-autora Cláudia R. Gordijo, do Instituto de Química da
Universidade de São Paulo. Nesse trabalho, ela e os demais autores abordam
os pigmentos termocromáticos baseados em nanopartículas de ouro incorporadas
em matrizes inorgânicas de hidrotalcita, que proporcionaram um tipo
interessante de pigmento para gravar informações ópticas.
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