Os canos e tubulações devem ter resistência à corrosão e riscos de contaminação ou estancamento. É necessário identificar os encanamentos de água fria, quente, desmineralizada e de vapor, que devem ter as tubulações – incluindo ar comprimido, gases especiais e esgoto – instaladas sob um piso técnico, para que problemas eventuais nas redes de utilidades sejam resolvidos sem alterar a rotina de trabalho. A recomendação final no projeto destaca a necessidade de monitoração periódica em relação à qualidade microbiológica e química da água que abastece a indústria.

Projeto econômico e prático – A primeira providência para a criação do projeto é avaliar se a área escolhida para a instalação do laboratório é economicamente viável e condizente com o gênero de produto que será fabricado, recomenda o diretor da Comtec. “O projeto deve considerar não somente a economia, mas a praticidade de cada detalhe do processo de trabalho no interior do laboratório. Por isso, é importante determinar a funcionalidade de cada ação, a segurança e a economia de tempo nas operações”, afirmou.

Conforme a etapas da rotina lógica de trabalho adotada pelo laboratório, o projeto deve conceber seqüencialmente a disposição das bancadas, pontos de água, instrumentos e equipamentos, facilitando o trânsito no seu interior.
Bancadas com fácil ajuste de altura
reduz desconforto nas operações

 No projeto, também deve se prever a adequação e flexibilidade às necessidades de mudança dos equipamentos e do mobiliário, quando é preciso adotar novas rotinas de procedimentos. E, principalmente, a liberdade de movimentos dos técnicos no trabalho para prevenir acidentes e doenças profissionais.

Conforto ergonômico – Os arquitetos e engenheiros do Grupo Vidy desenvolveram uma nova linha ergonômica de móveis para laboratório. Com esse mobiliário, o posto de trabalho na bancada ganha flexibilidade, podendo ter altura e espaços alterados, semreformas e adaptações.

Em determinados procedimentos, o técnico é obrigado a trabalhar assumindo posturas desconfortáveis e inseguras na manipulação simultânea de produtos químicos, chama e chapa quente. A altura ideal do tampo para realizar esses trabalhos de maneira segura seria outra, diferente. Bastaria, então, o técnico regular o móvel em função da atividade, desenvolvendo-a numa postura segura e confortável. O mesmo procedimento de regulagem facilita as tarefas e reduz o risco de acidentes quando há necessidade de manipular elementos na parte superior de equipamentos grandes, com altura elevada.

Na entrada de sua sede, o Grupo Vidy mantém exposição permanente de produtos, tecnologias e serviços para laboratórios, a Expolabor. Os técnicos explicam as vantagens do acabamento sintético, em relação aos revestimentos tradicionais, como o inox, o mármore e o granito. Trata-se da Superfície Sólida Material (SSM), um composto maciço com 70% de minerais naturais e 30% de resina pura. Resistente à abrasão e impactos, o SSM é termomoldável e considerado ideal para bancadas, cubas, pias e móveis. O SSM é asséptico e sua porosidade nula é ideal para o controle bacteriano.

Com essas qualidades, o SSM agora é considerado o único material avançado que atende integralmente às resoluções da Anvisa para os laboratórios, determinando que nas áreas de pesagem, manipulação e envasamento todas as superfícies sejam revestidas de material resistente aos agentes sanitizantes, lisas e impermeáveis para evitar acúmulo de partículas e microrganismos.

Vidy 50 anos

No final da década de 40, o arquiteto franco-suíço Charles Henri Stauffenegger ganhava a vida montando escritórios industriais para multinacionais como a Nestlé e a Sandoz, dirigindo seus negócios por meio de uma pequena empresa, a Vidy, nome do bairro estudantil onde viveu a juventude em Lausanne (Suíça).

Como subproduto de sua atividade principal, a Vidy também fabricava e comercializava um tipo exclusivo de tachinha, inventada pelo próprio Charles Henri.
Mostra permanente ajuda clientes a
entender avanços tecnológicos

Com três garras curtas dispostas triangularmente, a tachinha foi idealizada especialmente para fixar as folhas de desenhos de projetos arquitetônicos na prancheta.

O surgimento do durex acabou com o invento de Charles Henri. Mas a Vidy já ampliava os serviços, instalando os laboratórios das multinacionais. O novo horizonte de atividades transformou a empresa na precursora do ramo de engenharia de laboratórios no Brasil, em 1957. “Nesses anos todos contribuímos com a evolução do projeto de arquitetura para laboratórios”, diz Sérgio Henri Stauffenegger, filho de Charles.
No decorrer das últimas décadas, segundo Stauffenegger, o Grupo Vidy desenvolveu uma característica especial de trabalho, oferecendo à sua clientela desde o projeto de engenharia civil até a instalação do laboratório. Várias empresas se lançaram no segmento e, atualmente, o Grupo Vidy disputa o mercado concorrendo com fornecedores específicos na área de engenharia e projetos, de equipamentos (bancadas, capelas, salas limpas) e infra-estrutura em geral. “Mas nenhum faz a linha de A até Z como nós”, diz Sérgio Henri.

 
  <<< Anterior