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Como não poderia deixar de ser, as peculiaridades do projeto de
laboratório incluem sistemas próprios de segurança e prevenção contra
incêndios. Stauffenegger diz que a instalação de hidrantes nesse caso é um
contra-senso – como já foi empiricamente comprovado durante um acidente no
laboratório-escola da Faculdade de Química da USP. “Faz alguns anos,
irrompeu um incêndio no laboratório”, conta o presidente do Grupo Vidy.
“Ao tentar controlar o fogo, os bombeiros não sabiam que os reagentes
diluídos na água acabariam propagando ainda mais as chamas.”
Da periferia ao centro – Entre a década de 50 até aproximadamente o
final dos anos 70, as instalações de laboratório foram relegadas a segundo
plano nas estruturas empresariais. Elas se limitavam a realizar
procedimentos básicos de apoio à produção porque, sintomaticamente, isso
apenas demonstrava a falta de estímulo à pesquisa e desenvolvimento da
indústria nesse período. Os laboratórios nacionais de quarenta ou
cinqüenta anos atrás eram extremamente simples e até rudimentares:
bancadas de alvenaria azulejada, microscópio, no máximo dois ou três
equipamentos, segundo Stauffenegger:
Durante a década de 70, com a intensificação das operações locais das
multinacionais das indústrias farmacêutica e química, aumentou a
“importação” de mão-de-obra qualificada, diz Stauffenegger: “Os novos
conhecimentos, interesses, controles e busca de matérias-primas
alternativas resultaram em maiores investimentos para a pesquisa e, aos
poucos, o laboratório foi deixando de ser uma área marginal da estrutura
da empresa para adquirir o status que desfruta atualmente.”
Hoje o laboratório é um verdadeiro centro gerador de alternativas de novos
produtos, matérias-primas, adaptações de materiais e controle de
qualidade, com influência até na definição das estratégias de marketing. A
evolução do laboratório na empresa como um todo não parou aí. O papel dos
laboratórios se ampliou ainda mais quando passou a apoiar os clientes no
uso de matérias-primas e na adequação de produtos às suas necessidades e a
oferecer suporte técnico para o uso dos produtos. “Independentemente de
quaisquer exigências de normas oficiais, a engenharia brasileira de
laboratórios conseguiu se nivelar aos padrões internacionais”, diz
Stauffenegger. “A tal ponto que hoje o laboratório é apresentado
publicitariamente como uma garantia de qualidade para o consumidor.”
Água e controle microbiológico – Com mais de vinte anos de
experiência no setor, o diretor da Comtec Engenharia e Laboratórios,
Anderson Vieira, reconhece que todo o projeto do laboratório deve obedecer
a uma metodologia que considere essa divisão fundamental no controle de
toda a operação de uma empresa de cosméticos.
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Atualmente, é no laboratório que têm origem -- e passam por ele --
praticamente todas as ações imprescindíveis para assegurar um produto
final dentro dos padrões de qualidade estabelecidos. Ou seja: o
laboratório está presente em todas as operações, do controle das matérias
primas no início do processo de fabricação até o controle de qualidade dos
produtos acabados. Pelo fato de manipular matérias-primas, essências e
soluções já pré-elaboradas pela indústria química, o laboratório de
cosméticos exige uma estrutura relativamente simples. |
Stauffenegger: falta de
normas gera transtornos |
Mas que deve ser cuidadosamente
concebida dentro de suas necessidades específicas, como a qualidade da
água e o controle microbiológico, que devem estar no centro das
preocupações do projeto.
Os especialistas recomendam atenção redobrada para a instalação dos
sistemas de água no projeto da indústria de cosméticos, justamente pela
sua importância no conjunto de matérias-primas. Todos os equipamentos e
sistemas de produção devem ser instalados para garantir a qualidade
hidromineral na conformidade do produto acabado, por meio de sistemas de
desinfecção com procedimentos bem definidos.
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