| |
O mercado de caldeiras flamotubulares segue aquecido, com perdão do
trocadilho. A líder de mercado Aalborg, de origem dinamarquesa, que
comprou a ATA, antiga divisão de caldeiras flamotubulares da Mitsubishi no
País, entregou 91 equipamentos em 2006, em grande parte encomendados pelas
áreas de alimentos e química/petroquímica (petróleo, inclusive).
 |
No primeiro semestre de 2007,
o ritmo de vendas está mantido, mas a indústria de bebidas superou as
encomendas da área química. “Crescemos muito nas aplicações navais,
incluindo plataformas de petróleo, uma especialidade mundial da
companhia”, comentou o representante comercial Caio Henrique de
Santana Eboli. |
| Eboli: consumo de biomassa domina 40% dos pedidos |
A Petrobrás continua sendo grande cliente, mas a maior parte dos
negócios é feita com fornecedores da estatal e com indústrias que gravitam
em torno dela. Porém, outros setores econômicos têm demandado mais
geradores de vapor de três a 34 toneladas de vapor por hora, com pressão
até 21 bar, o campo de atuação da Aalborg. A estatal petroleira, assim
como as usinas sucroalcooleiras, costumam investir mais nas caldeiras
aquatubulares. No setor de energia, a produção de biodiesel deve se tornar
um bom cliente das flamotubulares, como são as empresas de óleos vegetais.
As caldeiras aquatubulares, de grande porte, registram aumento no volume
de negócios desde 2003, depois de uma longa entressafra de investimentos.
Esse tipo de equipamento está muito ligado a empreendimentos de vulto,
como refinarias, indústrias de celulose e geração de eletricidade,
projetos de longa maturação, dependentes do bom andamento da economia
nacional. “Temos uma seqüência de ciclos: começou com celulose, passou
para a indústria do petróleo e, agora, é a vez do setor
químico/petroquímico”, informou Amandio Samello, do departamento de vendas
da Companhia Brasileira de Caldeiras (CBC).
Caldeiras aquecidas – Problemas ambientais e aspectos ligados à
economia de energia nos processos industriais influenciam o mercado
térmico. Eboli comenta que a maior parte dos pedidos da Aalborg indica o
óleo combustível 1A como preferido, com algumas consultas para o 2A. “Em
São Paulo, Paraná e Santa Catarina também há consultas para usar óleo de
xisto produzido pela Petrobrás”, afirmou. Esse combustível é leve e tem
baixo teor de enxofre, sendo recomendado para uso em regiões urbanas.
O gás natural, que foi a vedete há alguns anos, tendo motivado um grande
número de conversões de queimadores, é considerado caro, tendendo a se
equiparar ao 1A, segundo Eboli. “O gás tem vantagens ambientais e
operacionais importantes”, considerou. Equipamentos a gás se adaptam
melhor às flutuações de carga e aceitam a colocação de um economizador na
saída dos fumos. Trata-se de um trocador de calor para pré-aquecimento da
água de alimentação, capaz de oferecer um adicional de 5% no rendimento
térmico do sistema, chegando ao total de 96%. Quando se usa o óleo
combustível, a presença de enxofre exige manter alta a temperatura de
saída dos fumos, sob pena de corrosão por ataque ácido, impedindo a
colocação do dispositivo. Nas contas da empresa, o investimento no
economizador é recuperado em três meses.
| O uso de gás liquefeito (GLP) e da
eletricidade em geradores de vapor pode ser classificado como
inviável. “Ainda há usuários de GLP, mas seu custo é elevado, na
melhor das hipóteses empata com o 1A”, disse Eboli. Os equipamentos
elétricos saíram totalmente de mercado depois do apagão de 2001. O
aproveitamento de biomassa como combustível está se popularizando no
País. “Quase 40% das nossas vendas são da linha FAM, de equipamentos
para queima de resíduos sólidos, como bagaço, lenha picada, resíduos
de serraria, pellets e briquetes”, explicou Marcelo José Salmazo,
gerente geral de assistência técnica industrial da Aalborg. |
 |
| Salmazo: caldeira automatizada funciona
melhor |
|
|