Trocador de grande porte feito pela GEA para petroquímica

Os investimentos bilionários da Petrobrás na ampliação e reconfiguração do parque nacional de refino, além dos projetos de exploração de petróleo e gás, impulsionam as vendas dos fornecedores de equipamentos térmicos no Brasil. Fora a grande cliente estatal, outros setores da economia também vivem dias animados, povoados de anúncios de novas fábricas, a exemplo da produção de alimentos.

Em relação ao cenário de há cinco anos, os fabricantes de caldeiras e trocadores de calor descrevem um panorama atual diametralmente oposto. Antes, com poucas encomendas de produtos engenheirados, foi preciso ampliar a oferta de equipamentos seriados de baixa complexidade.

 Com preços baixos e venda fácil, essa opção preservou as empresas, embora tenha sido acompanhada da demissão de turnos completos. A rápida evolução dos negócios exigiu a recontratação de pessoal e lotou as fábricas com pedidos. Até profissionais aposentados foram reconvocados.
Junqueira (esq.) e Facirolli: vendas crescem 50% ao ano

“Já estamos em negociação para assumir, por compra ou arrendamento, outra fábrica para atender aos pedidos”, comentou Lívio Reis Junqueira, gerente de vendas da GEA Brasil Intercambiadores, a maior produtora desses equipamentos no Brasil, atuante nas linhas de casco/tubos, placas e air-coolers (tubos aletados). A unidade própria de Franco da Rocha-SP opera a plena carga e aceita novos pedidos, porém com prazos dilatados.

Como se não bastasse o ritmo acelerado de projetos de grande porte – a GEA brasileira é muito forte nos projetos de refino e na indústria naval –, Junqueira identifica uma tendência de os clientes anteciparem os pedidos para evitar problemas de prazo de entrega. “Isso nos ajuda a programar a produção, mas não deixa de ser uma concentração de pedidos”, afirmou. Ele espera que a onda de investimentos da estatal do petróleo e das empresas a jusante (petroquímicas e químicas) perdure até 2015.

Junqueira menciona que os setores industriais de grande porte apresentam ciclos de investimentos. O ciclo atual preponderante é o de petróleo. “A siderurgia se consolidou e deve iniciar novo ciclo de expansões a partir de 2008 e 2009”, comentou. A expectativa desse setor é de investir no Brasil US$ 14 bilhões até 2015, dos quais a parcela referente a trocadores de calor fica perto de 3%. Em 2006, o aumento de vendas da GEA Brasil ficou perto de 50%, percentual que deve ser igualado em 2007.
 

 
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