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AMBIENTE |
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Fornecedores do
saneamento
recuperam mercado
e
visualizam
retorno das grandes obras |
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Texto de Marcelo Furtado e fotos de Cuca Jorge |
Um clima de confiança com os novos rumos do setor influenciou
positivamente a 18a edição da Feira Nacional de Materiais e Equipamentos
para Saneamento, a Fenasan, realizada entre 7 e 9 de agosto no pavilhão
amarelo do Expo Center Norte, em São Paulo.
| Não que não existam
mais queixas dos fornecedores desse instável mercado, sempre vítima da
falta de organização e de vontade política para investir. Mas a
impressão geral, baseada em alguns dados já perceptíveis em 2007 por
dirigentes setoriais e por uma tendência que caminha para se
concretizar no próximo ano, é a de que o setor está prestes a entrar
em um novo ciclo de investimentos. |
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Afonso: bom primeiro semestre
para associados do Sindesam |
“As expectativas dos fornecedores de equipamentos e sistemas para 2007, já
bastante otimistas, estão quase se cumprindo totalmente”, afirmou Gilson
Afonso, presidente do Sindicato Nacional dos Fabricantes de Equipamentos
para Saneamento Básico e Ambiental (Sindesam), ligado à Abimaq. A
confiança do dirigente não se baseia apenas no fato de 24% dos cerca de 80
expositores da Fenasan serem filiados à Abimaq e de o Sindesam ter
organizado uma “ilha” de 380 m2 para a participação conjunta de oito de
seus associados, fora os demais com estandes próprios. Enquetes realizadas
com os 88 associados do Sindesam, que na sua percepção representam cerca
de 80% dos fabricantes nacionais especializados em saneamento, dão mais
ênfase a seu otimismo.
Segundo Afonso, até o final de junho os associados acreditam que, no plano
das municipalidades, 90% das expectativas de vendas foram atendidas e, no
setor industrial, 82% do previsto no início do ano foi correspondido. Bom
ressaltar que, embora o cenário seja animador, significa apenas uma
tendência de recuperação, de retorno ao faturamento normal dos
fornecedores, tendo em vista a baixa nas vendas registrada nos últimos
anos. “Crescimento mesmo só em 2008”, complementa o presidente do Sindesam,
também sócio-diretor da Aquamec.
Tanto o ritmo de recuperação de 2007 como o futuro promissor esperado para
2008 são fundamentados pelo executivo. No primeiro caso, teria a ver
principalmente com obras licitadas nos primeiros anos do governo Lula, nas
regiões Norte e Nordeste, represadas por ultrapassarem o período de 12
meses da dotação orçamentária e que agora são retomadas. Outros
motivadores, além das vendas na indústria, são provenientes de obras em
companhias estaduais mais dinâmicas, como a Copasa, de Minas Gerais, com
capital aberto em bolsa para financiar obras em abastecimento de água e
coleta e tratamento de esgoto. “A empresa com ações no mercado precisa
gerar dividendos e, para isso, depende de novos projetos”, explicou. Como
aspectos negativos do momento, porém, o fato de uma empresa importante,
também de capital aberto em bolsa, a Sabesp, estar muito contenciosa nos
investimentos, e ainda os recursos esperados do Programa de Aceleração ao
Crescimento (PAC), calculados em R$ 4 bilhões para 2007, tardarem a sair.
“Esse montante todo não deve ser aplicado neste ano”, diz.
Afonso também encontra razões para sua crença em 2008 como ano de
crescimento. Para ele, será a partir daí que os efeitos do PAC e do novo
marco regulatório do setor, a lei 11.445/07 publicada no Diário Oficial da
União no final de fevereiro, começarão a aparecer de fato no País. Este
será o tempo mínimo necessário para revelar os projetos que surgirão com
as diretrizes impostas às municipalidades pela lei, para as quais cada
cidade ou região precisa ter um plano diretor de saneamento. E ao
cumprimento dessa determinação estarão atrelados os recursos do PAC. “Os
gestores dos recursos só liberam o dinheiro se as prefeituras estiverem
dentro da lei”, informa Afonso. |
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