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E isso vale para todos os equipamentos, que demandam os chamados
seqüestradores de oxigênio, polidores do pré-tratamento realizado por
aquecedores-desaeradores. A necessidade da dosagem é porque esses
equipamentos, que agitam e aquecem a água de alimentação até cair a
solubilidade do oxigênio e o vapor de exaustão arrastá-lo, removem apenas
até um certo limite os gases dissolvidos e indesejáveis (entre eles o O2).
Hidrazina, não – Dessa forma, há a necessidade de outros produtos para seqüestrar o restante do oxigênio dissolvido da água das caldeiras de alta pressão. De longe, o mais tradicional, e ainda mais empregado, é a hidrazina (N2H4). Trata-se de produto considerado de extrema eficiência, visto que sua reação com o oxigênio gera apenas subprodutos inertes, ou seja, água e nitrogênio (N2H4 + O2 —> 2H2O + N2).
Serve como exemplo relevante a Kurita, uma das principais fornecedoras
de sistemas químicos para tratamento de água. A empresa, segundo revelou
seu superintendente, José Aguiar Jr., tem como política para os próximos
três anos tirar de vez a hidrazina dos seus vários tratamentos realizados
no Brasil, seguindo uma tendência global adotada pela matriz japonesa.
Aliás, a Kurita já tem incorporado essa regra em clientes importantes da
petroquímica, como Riopol, PqU e Copesul, onde trata a água de suas
caldeiras de alta pressão. Por precaução, as três centrais abandonaram a
hidrazina. As três clientes petroquímicas passaram a empregar como seqüestrantes a
dietil-hidroxilamina, o DEHA. “Ele é um bom seqüestrante, mas pode formar
alguns ácidos prejudiciais e demanda maior controle”, afirmou o líder da
área técnica da Kurita, Antonio Ricardo Carvalho. Além disso, continua
Carvalho, a opção pelo novo produto também deixa de agregar o fator
bastante positivo da hidrazina de formar a camada de magnetita na
superfície metálica, anticorrosiva. “A hidrazina, além de ser ótimo
redutor, tem subprodutos úteis”, diz. A escolha pelo DEHA nas aplicações em grandes petroquímicas, por
enquanto, tem motivação muito ligada ao custo. “Ele se encaixa ao atual
estágio dessas indústrias: substituir a hidrazina sem afetar o custo
operacional, por ser uma solução barata”, explica o superintendente José
Aguiar Jr. Mas o executivo projeta uma segunda fase, em que as indústrias
passarão a aceitar substitutos melhores, a um custo superior. Nesse caso
tornaria viável nacionalizar uma alternativa patenteada e já adotada pela
matriz japonesa: a aminopiridina (AP). “Ela é muito eficiente e não gera
subprodutos, mas ainda é cara para o industrial brasileiro”, diz. Com o
plano da Kurita de abandonar a hidrazina em três anos, esta alternativa
deve começar a ganhar peso, quando provavelmente terá seu preço diminuído. Há vários outros seqüestrantes de oxigênio no mercado aproveitando a
lacuna deixada pela hidrazina. A Nalco está trabalhando com a
carbohidrazida como ingrediente ativo de um produto com a marca comercial
Elimin-OX. Segundo o gerente de marketing Luis Cuetos, trata-se de
substância que conseguiu preservar as qualidades da hidrazina, sem o seu
risco, e ainda com algumas vantagens. Isso porque o ingrediente se
transforma na própria hidrazina dentro da caldeira, ao reagir com o calor
e a água. |
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