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Maria Aparecida Campos, que é account manager coatings na
Ciba, a líder mundial em fotoiniciadores, informa que uma nova aplicação
já está sendo trabalhada pela Ciba no compósito formado por material
plástico reforçado em fibra de vidro. O material é utilizado em
tubulações, equipamentos de banheiros e em pára-choques de caminhões.
Outros segmentos considerados promissores pela empresa são o de lentes
oftalmológicas e o de tintas em pó. Mas a aposta de maior envergadura da Ciba é no setor de
tintas automobilísticas, tanto nos segmentos de carros novos como no de
repintura. O sistema recentemente desenvolvido pela Ciba é de cura UV em
câmaras com plasma. A solução já está disponível no mercado e a Ciba
negocia com montadoras na Europa seu primeiro contrato. “O sistema permite
um acabamento de melhor qualidade e o ganho de produtividade decorrente da
rapidez da secagem da tinta, que ocorre em menos de cinco minutos”, diz
Aparecida Campos. Para Emerson Delegá, coordenador comercial e técnico na
América Latina da Lambra, a área de fotoiniciadores está em constante
avanço, permitindo novas aplicações. No Brasil, ele nota, utilizam-se
basicamente produtos para mecanismo reacional radicalar, onde há a
formação de um ou mais radicais que irão iniciar a cura. Outra possibilidade seria o uso do mecanismo catiônico,
onde a cura se dá pela formação de um cátion. “Esse é um sistema que pode
alavancar o uso da tecnologia UV em revestimentos para o segmento de
manutenção industrial”, diz o executivo.
Monômeros e oligômeros - Os insumos estratégicos em uma
tinta ou verniz UV são três: os monômeros, os oligômeros e os
fotoiniciadores. Os monômeros são matérias-primas utilizadas para formar
os pré-polímeros oligômeros, os quais, por sua vez, são usados como
filmes e ligantes nas tintas. |
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