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Traduzindo, Locatelli acrescenta ainda mais argumentos aos
já levantados por Aparecida Campos. Entre eles, a redução do consumo de
energia. Na tecnologia UV, a secagem é imediata após a exposição do
material pintado a uma lâmpada de radiação. No sistema tradicional, para
se apressar a secagem, exige-se o uso de estufas geradoras de calor. Outra vantagem apontada é a ampliação de mercados, uma vez
que a tecnologia viabiliza o revestimento de produtos que não poderia ser
realizado com outra técnica. “A aplicação em CDs é o melhor exemplo de
enabling”, diz o executivo. Contra a expansão da tecnologia UV está o alto custo da
conversão de linhas de pinturas tradicionais para UV, em virtude dos
preços dos equipamentos exigidos para a aplicação deste tipo de
revestimento. Segundo Locatelli, adaptar uma linha de pintura de móveis
para aplicações em UV exige investimentos que vão de R$ 150 mil a R$ 300
mil, dependendo do fornecedor e da capacidade da linha. “Hoje, nenhuma fábrica nova de móveis é montada prevendo a
aplicação de tintas tradicionais. Só se investe em revestimentos UV. Mas a
conversão de linhas de produção antigas ainda é lenta, em razão dos custos
dos equipamentos”, diz Locatelli. As novas aplicações apontadas por Matera estão em
substratos como plásticos, vidros e metais, para uso em setores como os de
repintura automotiva e indústria eletrônica.
Mas, segundo o executivo, já existem estudos em estágio
avançado que apontam para o desenvolvimento de tecnologias que permitirão
este uso. “Dado o porte da indústria de alimentos, o desenvolvimento desta
tecnologia pode ser um divisor de águas, ampliando significativamente o
mercado de revestimentos UV”, diz Matera. |
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