EUROPEAN COATINGS SHOW

 

Novas polimerizações, nanotinas e VOC-free deram o tom da feira alemã

Marcelo Furtado

Divulgação

                  ¾ expositores mostram inovações na ECS

Os profissionais e interessados pelo mundo das tintas tinham um lugar certo para estar entre os dias 7 e 10 de maio de 2007: Nuremberg, na Alemanha. Não para aproveitar a primavera e analisar as cores das tulipas que enfeitam os jardins da cidade, como as do castelo medieval Kaiserburg, seu principal ponto turístico. Mas por um motivo mais convincente para justificar a ausência da lide diária: visitar a European Coatings Show (ECS 2007), a mais importante feira e congresso internacionais da indústria de tintas e revestimentos e, de forma complementar, dos setores de adesivos e de química para construção.

Bianual, o encontro é apontado pela indústria como a grande passarela das novidades do setor de tintas, onde historicamente (a primeira edição foi em 1991) as mudanças ou melhoramentos tecnológicos são anunciados para o mundo. Foram em edições passadas que as tendências ambientais de substituir formulações base solvente por aquosas ou isentas de solventes começaram a ser reverberadas globalmente, e ainda, mais para frente, que os avanços da nanotecnologia foram anunciados ao universo das tintas. Para comprovar sua vocação, foi também na ECS 2007 que novas tendências ficaram em evidência. Além de várias tecnologias em escala nano e aditivos e resinas para formulações aquosas, foram destacados novos processos de controle de polimerização, cujo principal mérito é melhorar propriedades de aditivos e resinas a um custo competitivo.

A relevância crescente da feira, com os seus corredores e estandes lotados durante os três dias da exposição (começou no dia 8, um dia depois do congresso), transpareceu ainda no levantamento final da empresa organizadora, a Vincentz Network. Na edição atual houve sobre a de 2005 um acréscimo de 14% no número de visitantes (exatas 22.781 pessoas) e de 22% em expositores (839 empresas), com a estimativa de que três quartos das companhias utilizaram a ocasião para apresentar novos produtos ou projetos em desenvolvimento pela primeira vez ao público.

O caráter inovador da ECS explica também o resultado de outras enquetes pós-feira. Segundo pesquisa da Vincentz, 97% dos visitantes ficaram satisfeitos com o que viram. Esse bom feedback ganha mais importância para os expositores ao se levar em consideração o perfil dos visitantes. A grande maioria deles era formada por profissionais de empresas formuladoras de tintas e revestimentos, adesivos, selantes e químicos para construção, sendo que 90% deles com poder de decisão de compra na empresa. E isso em um universo globalizado: 59% de 99 países além da Alemanha, número 3% maior do que na feira de 2005. Um ambiente extremamente favorável para a prospecção de negócios.

Muito da força da feira também tem a ver com a participação das principais fornecedoras globais de matérias-primas, equipamentos e sistemas, todas elas presentes em chamativos estandes. Além disso, seu perfil internacional, próprio das feiras alemãs, permitiu acesso o mais abrangente possível do estado-da-arte do setor: 337 expositores eram germânicos, contra 501 de outras partes do mundo. Neste caso, chamou a atenção os 90 expositores chineses, representando a segunda nacionalidade mais presente na feira, seguida pelos ingleses (60), holandeses (40), italianos (39) e franceses (34).

 Mas é impossível não creditar boa parte do respeito internacional da feira ao alto nível científico do congresso, que se realizou de 7 a 10 de maio e no qual ficou reunida a “inteligetsia” mundial da academia e do meio privado.Na exposição, era nítido o clima de inovação irradiado pelas palestras de mais de 150 cientistas de empresas e institutos de pesquisa de universidades européias, asiáticas e norte-americanas. .

Marcelo Furtado

Scholz: aditivos sob controle e radical de polimerização
Scholz: aditivos sob controle e radical de polimerização

Isso porque muitos expositores realçavam nos estandes as tecnologias apresentadas por seus técnicos no congresso, que por sinal só exibiam os trabalhos após passar por criterioso processo de seleçãoTambém colaboravam com o clima tecnológico as apresentações que ocorriam dentro da própria feira, em estandes abertos que funcionavam como salas de palestras.

 Em vários quarteirões dos cinco pavilhões da feira, havia as chamadas product presentations, com temas que repetiam ou acrescentavam conteúdo aos apresentados no congresso: matérias-primas para tintas, adesivos e químicos para construção, engenharia de processo e produção, licenciamento e transferência tecnológica, documentação e impacto da legislação Reach.

Novas polimerizações
– Além da infinidade de palestras no congresso e na própria feira, a forma usual de absorver um pouco do arsenal de inovações da European Coatings Show era gastar as solas dos sapatos pelos 49 mil m2 de área de exibição dos pavilhões bem organizados de Nuremberg. Em meio aos mais de 800 estandes, facilmente o visitante esbarrava em algum lançamento interessante de uma nova resina, aditivo ou pigmento

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Perc:técnico reduz uso de catalisador de cobre e energia na polimerização
Percec: técnico reduz uso de catalisador de cobre e energia na polimerização

Isso já era possível no movimentado estande da alemã BYK-Chemie, empresa do grupo Altana focada em aditivos para tintas e em instrumental para análise de cor e de propriedades físicas (por meio da afiliada BYK Gardner). Entre as várias alternativas de aditivos divulgadas na exposição, desde antiespumantes, passando por modificadores de reologia, promotores de adesão, umectantes e dispersantes, a empresa destacava três lançamentos: os aditivos dispersantes e umectantes Disperbyk-2010, Disperbyk-2020 e Disperbyk-2025, produzidos com uma nova tecnologia de controle de polimerização que melhora suas propriedades.
 

 
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