Novas polimerizações, nanotinas e VOC-free deram o tom da feira alemã Marcelo Furtado
Os profissionais
e interessados pelo mundo das tintas tinham um lugar certo para estar
entre os dias 7 e 10 de maio de 2007: Nuremberg, na Alemanha. Não para
aproveitar a primavera e analisar as cores das tulipas que enfeitam os
jardins da cidade, como as do castelo medieval Kaiserburg, seu principal
ponto turístico. Mas por um motivo mais convincente para justificar a
ausência da lide diária: visitar a European Coatings Show (ECS 2007), a
mais importante feira e congresso internacionais da indústria de tintas e
revestimentos e, de forma complementar, dos setores de adesivos e de
química para construção. A relevância crescente da feira, com os seus corredores e estandes
lotados durante os três dias da exposição (começou no dia 8, um dia depois
do congresso), transpareceu ainda no levantamento final da empresa
organizadora, a Vincentz Network. Na edição atual houve sobre a de 2005 um
acréscimo de 14% no número de visitantes (exatas 22.781 pessoas) e de 22%
em expositores (839 empresas), com a estimativa de que três quartos das
companhias utilizaram a ocasião para apresentar novos produtos ou projetos
em desenvolvimento pela primeira vez ao público. O caráter inovador da ECS explica também o resultado de outras enquetes
pós-feira. Segundo pesquisa da Vincentz, 97% dos visitantes ficaram
satisfeitos com o que viram. Esse bom feedback ganha mais importância para
os expositores ao se levar em consideração o perfil dos visitantes. A
grande maioria deles era formada por profissionais de empresas
formuladoras de tintas e revestimentos, adesivos, selantes e químicos para
construção, sendo que 90% deles com poder de decisão de compra na empresa.
E isso em um universo globalizado: 59% de 99 países além da Alemanha,
número 3% maior do que na feira de 2005. Um ambiente extremamente
favorável para a prospecção de negócios. Muito da força da feira também tem a ver com a participação das principais fornecedoras globais de matérias-primas, equipamentos e sistemas, todas elas presentes em chamativos estandes. Além disso, seu perfil internacional, próprio das feiras alemãs, permitiu acesso o mais abrangente possível do estado-da-arte do setor: 337 expositores eram germânicos, contra 501 de outras partes do mundo. Neste caso, chamou a atenção os 90 expositores chineses, representando a segunda nacionalidade mais presente na feira, seguida pelos ingleses (60), holandeses (40), italianos (39) e franceses (34).
Isso porque muitos expositores realçavam nos estandes as tecnologias apresentadas por seus técnicos no congresso, que por sinal só exibiam os trabalhos após passar por criterioso processo de seleçãoTambém colaboravam com o clima tecnológico as apresentações que ocorriam dentro da própria feira, em estandes abertos que funcionavam como salas de palestras.
Isso já era possível no movimentado estande da alemã BYK-Chemie,
empresa do grupo Altana focada em aditivos para tintas e em instrumental
para análise de cor e de propriedades físicas (por meio da afiliada BYK
Gardner). Entre as várias alternativas de aditivos divulgadas na
exposição, desde antiespumantes, passando por modificadores de reologia,
promotores de adesão, umectantes e dispersantes, a empresa destacava três
lançamentos: os aditivos dispersantes e umectantes Disperbyk-2010,
Disperbyk-2020 e Disperbyk-2025, produzidos com uma nova tecnologia de
controle de polimerização que melhora suas propriedades. |
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