| |
EQUIPAMENTOS
Netzsch amplia atuação com
bomba centrífuga magnética
Voltada exclusivamente para o setor de bombas industriais, após a venda
dos negócios de filtragem para a Andritz, a Netzsch vai investir cinco
milhões de euros no Brasil para atender à crescente demanda de
equipamentos, especialmente em petróleo e petroquímica. A fábrica de
Pomerode-SC vai receber maquinário automatizado de última geração e será a
responsável por manter abastecidos os clientes de todo o continente
americano, do Canadá à Terra do Fogo.
A produção da empresa está concentrada na unidade brasileira, na fábrica
da matriz na Alemanha e na China. “Temos grande expertise em petróleo e a
Petrobrás é o maior cliente individual da companhia em todo o mundo”,
comentou Silvio Beneduzzi, diretor-geral da Netzsch do Brasil.
| A magnitude dos
negócios com a estatal justifica manter uma equipe completa dedicada a
ela em tempo integral. Alguns projetos de maior porte podem requisitar
especialistas de outras divisões. |
Divulgação |
 |
| Fábrica da Pomerode-SC atende à demanda do continente americano |
Outro segmento de mercado em grande expansão é a indústria naval, em parte
ocupada por encomendas da Petrobrás. Os navios consomem as tradicionais
bombas de fuso e alguns modelos das helicoidais, ambas com fabricação
nacional.
O produto mais notável da Netzsch são as bombas de cavidades progressivas
do tipo Nemo, com vários desenhos e tamanhos, para atender a indústrias
tão diversas quanto petróleo e alimentos. Embora o equipamento seja muito
flexível, ele sofre restrições de uso em algumas aplicações, como
solventes aromáticos e líquidos muito agressivos. “Isso nos deixa de fora
de 25% do mercado de bombas, aproximadamente”, lamentou o diretor-geral.
Com o intuito de ampliar o atendimento aos clientes e abrir novos
mercados, a Netzsch começa, em junho, a oferecer bombas centrífugas de
acionamento magnético e construção em plástico fabricadas pela Iwaki
America, uma joint venture entre a Iwaki japonesa e o grupo Walchem (EUA).
“Mediante acordo comercial, traremos a bomba do exterior e aqui
construiremos a base, colocaremos o motor elétrico e faremos o
acoplamento, entregando o conjunto completo dentro das necessidades dos
clientes”, explicou.
O gerente-geral de vendas da Netzsch do Brasil, Osvaldo Ferreira Jr.,
comentou que essa linha de bombas compreende modelos de prateleira,
geralmente de pequeno porte, e também equipamentos engenheirados de grande
capacidade, indicados para processos industriais químicos, de
combustíveis, de celulose e papel, entre outros. “As vazões podem chegar a
84 m³/h com 8 bar de pressão, suportando temperaturas até 150ºC”, afirmou.
Os modelos menores, de produção seriada, podem atender aos requisitos de
galvanoplastias, por exemplo.
As bombas de processo podem ser construídas na parte interna em
polietileno tereftalato (PTFE) ou PTFE grafitado, combinando resistência
química e mecânica, sendo capaz de aceitar algum teor de sólidos em
suspensão. A bomba pode operar a seco por curtos períodos, evitando
acidentes com escorvas malfeitas.
A maior vantagem do acoplamento magnético consiste na grande segurança
intrínseca, não possibilitando vazamentos. Imãs de terras-raras
(permanentes) proporcionam a transmissão de movimento mesmo separados por
uma cânula feita em peça única. O eixo interno é construído em carbeto de
silício ou material cerâmico, sendo suportado por buchas de carvão ou
silício. “Em condições normais de uso, o tempo entre manutenções chega a
quatro anos”, comentou Ferreira.
A voluta tem a parte interna feita de polietileno tereftalato (PTFE) ou
PTFE grafitado e é fixada por flanges à tubulação. Como o equipamento
adota a execução back pull out, é possível removê-lo totalmente sem
desmontar a tubulação, facilitando e acelerando trabalhos de manutenção.
“Na Alemanha e em parte da Europa o acoplamento magnético já supera os
selos mecânicos na preferência dos clientes, mas no Brasil ele não passa
de 5% das aplicações possíveis”, disse Beneduzzi.
| Ele espera
uma reversão nesse quadro, pois alguns de seus clientes já especificam
acoplamentos magnéticos em seus projetos de ampliação. Ele informou
que a Iwaki já
vendeu bombas que estão em uso no Brasil, com bons resultados. |
Divulgação |
 |
| Linha da Iwaki oferece alta segurança |
O mercado nacional de bombas está aquecido, por força da produção de
petróleo. Embora a carteira de encomendas esteja bem fornida, Beneduzzi
revela preocupação com a relação cambial. “Somos extremamente eficientes
em relação a qualquer fabricante de bombas do mundo, mas a valorização do
real nos tira competitividade e poderemos perder pedidos até para outras
unidades do grupo se a situação se agravar”, informou. Enquanto isso, os
clientes de grande porte, a exemplo da Petrobrás, pressionam pela redução
de preços, mas os insumos, como o aço inoxidável, apresentam reajustes de
preços todos os meses. M. Fa.
|
|