No informativo que circulou na cerimônia de inauguração da M&G, a Presidência da República ressalta que, desde 2004, o próprio presidente esteve empenhado em garantir a construção dessa fábrica no Brasil – e que a união de esforços dos governos federal, estadual e municipal possibilitou as condições econômicas e de infra-estrutura para o êxito do investimento, “base de um pólo de poliéster”. O texto arremata: “Investimentos ainda maiores já estão programados para o local e consolidarão o Pólo Petroquímico de Suape.” 

A mesma nota ressalta que o Pólo Petroquímico de Suape faz parte do planejamento estratégico da Petrobrás, que investirá 3,2 bilhões de dólares em projetos petroquímicos até 2011, “conforme previsto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)”.
No seu pronunciamento, Lula não economizou. Atribuiu ao seu interesse o fato de a fábrica da M&G estar sendo naquela hora inaugurada em Pernambuco, “e não na China”. E até calculou em 12% a 15% a redução no valor do investimento assegurada pelos incentivos do governo federal.

Entre os baianos que acompanham o caso ficou o sentimento de dúvida e desconfiança. Até onde, ao empenhar-se em instalar em Pernambuco um projeto que os baianos estavam empenhados em executar em Camaçari, Lula teria dado uma resposta ao senador baiano Antonio Carlos Magalhães, que andava desqualificando o seu governo?

 
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