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A terceira inauguração será justamente a da fábrica de PTA, com capacidade para 640 mil t/ano – investimento de 542 milhões de dólares. O início da construção está na dependência do licenciamento ambiental. A produção, além de suprir a Citepe, deverá suprir a própria M&G, que neste começo está importando PTA do México e trazendo da Bahia a outra matéria-prima, o mono-etileno-glicol (MEG). Recentemente, foi assinado um contrato de licenciamento com a inglesa Invista, licenciadora que surgiu no processo de alienação de ativos do setor têxtil da DuPont, na década passada. A produção de PTA dependerá inicialmente de paraxileno importado, provavelmente da prevista Unidade de Petroquímicos Básicos (UPB), a refinaria que a Petroquisa planeja construir em Itaboraí-RJ para suprir de olefinas e aromáticos a indústria petroquímica. Tal importação ocorreria até a Refinaria Abreu e Lima, que também será construída no Complexo Portuário e Industrial de Suape, produzir este aromático. Petroquímica Suape - A Citepe e a fábrica de PTA, com investimentos de 320 milhões de dólares e 542 milhões de dólares respectivamente, são empreendimentos formados no âmbito da Petroquímica Suape, parceria meio a meio da Petroquisa com a Companhia Integrada Têxtil do Nordeste (Citene), esta formada há menos de dois anos por três empresas do setor têxtil – Vicunha (40%); Polienka (30%) e a dinamarquesa Filament Technology (FIT) (30%), do ramo de texturização e tingimento. Recentemente, esse quadro ficou desfalcado, pois a Polienka deixou o negócio. No entanto, para o seu lugar é aguardado outro sócio. Pelo cronograma previsto, a Refinaria Abreu e Lima, empreendimento de 4 bilhões de dólares em parceria com a estatal venezuelana PDVSA, processará 200 mil barris/dia de óleos pesados, procedentes de campos do Brasil e da Venezuela, a partir de 2011 – tempo que Lula quer que seja encurtado em um ano, suficiente para que ele e o governador aliado Eduardo Campos possam inaugurá-la. Presidente e governador assinaram um termo de compromisso, estabelecendo as obrigações de ambos os governos nos investimentos em infra-estrutura, avaliados em R$ 140 milhões. O terreno já foi desapropriado. A fase atual é de engenharia básica. A refinaria suprirá a Petroquímica Suape de paraxileno, completando assim, de forma invertida, de jusante para montante, o Pólo de Poliéster, núcleo do 2° Pólo Petroquímico do Nordeste, como anuncia a Presidência da República. O Pólo de Poliéster impôs pesada desilusão nos planos do anterior governo da Bahia, que há pelo menos sete anos imaginava que um pólo igual seria a solução para acabar com a paralisia e assegurar importante desdobramento no 2o Pólo Petroquímico, há anos carente de grandes projetos que possibilitariam o aumento da densidade industrial e novos desdobramentos, como considerava. O governo ressaltava que a localização mais acertada para o Pólo de Poliéster seria o próprio 2o Pólo Petroquímico, onde já há a produção das duas matérias-primas requeridas – o paraxileno, produzido na Braskem, que é transformado no PTA mediante oxidação; e o monoetileno glicol (MEG), produzido na Oxiteno, requerido na polimerização do PTA e conseqüente produção da resina PET. Para os baianos, particularmente para a Braskem, que estava em entendimento com o grupo turco Sabanci para investir, juntamente com a Petroquisa, em uma fábrica de PTA, sobrou apenas a promessa do presidente da Petrobrás, o baiano José Sérgio Gabrielli, de que em 2009 uma segunda fábrica de PTA começará a ser construída, esta na Bahia.
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