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Confirmando o grande interesse pelas feiras, enquete realizada entre o público presente nas edições anteriores revela que 66% dos visitantes estavam em busca de novidades em produtos, 47% pretendiam travar contato com novos fornecedores, 23% apresentaram interesse em desenvolver novas parcerias, 46% buscavam atualizar-se e 38% estavam em busca de matérias-primas e ingredientes. Investimento aumenta, mas é pouco – De acordo com levantamento realizado pela Febrafarma entre as empresas do setor, as indústrias farmacêuticas planejam investir US$ 703,6 milhões em 2007, o equivalente em real a 1,5 bilhão. Tais valores, porém, são considerados insuficientes pela entidade perante as necessidades de maior acesso dos brasileiros a medicamentos inovadores e que possam aumentar as expectativas de vida da população, representando pouco também perante a necessidade de incrementar a competitividade das indústrias locais. Em 2007, segundo sondagem feita pelo estudo da Febrafarma, boa parte dos investimentos planejados pelas indústrias, no valor de US$ 396,4 milhões, terá por alvo a modernização das fábricas e a ampliação da capacidade produtiva do setor. “Canalizar a maior parte do investimento para manutenção, modernização e expansão do parque industrial farmacêutico brasileiro, que é o maior da América Latina, é natural e mostra que, apesar dos entraves, as empresas não estão paradas. Ao contrário, dinamizam-se e entendem que é preciso ganhar competitividade”, afirmou Ciro Mortella, presidente-executivo da Febrafarma. Ao comentar o segundo maior aporte, no valor de US$ 181,6 milhões, a ser canalizado aos projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) em curso no País, Mortella considerou: “As verbas para a área de pesquisa e desenvolvimento foram as que mais aumentaram (28,42%) em relação ao ano passado. Isso indica uma tendência de investimentos crescentes na descoberta de novos medicamentos e novas sínteses, mas esses valores ainda são muito modestos no Brasil.” Em comparação com países mais avançados, onde são destinados 20% do faturamento anual, em média, para a área de pesquisa e desenvolvimento, o Brasil desembolsa poucos recursos para essa área e, mesmo com o aumento, o aporte não se aproxima dos 2% correspondentes às receitas anuais do setor, que somaram R$ 23,7 bilhões em 2006. Em 2006, a indústria farmacêutica alcançou faturamento de R$ 23,7 bilhões. Esse resultado foi 6,94% superior ao registrado em 2005. Em volume, as vendas de medicamentos também cresceram, à ordem de 3,13%. Também no ano passado, foram comercializadas 1,664 bilhão de unidades (caixas) de medicamentos, contra 1,613 bilhão de unidades vendidas em 2005. “Os laboratórios de capital nacional e multinacional investem relativamente pouco em inovação no Brasil devido aos obstáculos tributários e regulatórios que afetam as decisões econômicas e sanitárias, e, em decorrência, também o lançamento de produtos”, acrescentou. A falta de uma política de Estado que crie condições para um cenário favorável aos vultosos investimentos que seriam necessários à consolidação de setores intensivos em alta tecnologia, como o farmacêutico, está na raiz de todos os problemas, segundo considera o presidente da Febrafarma. Em documento preparado pela entidade contendo propostas para o crescimento auto-sustentado da cadeia farmacêutica, Mortella informa: “A qualidade de vida advinda do pleno acesso da população aos medicamentos é constatável por dados internacionais: para cada US$ 1,3 mil alocados em pesquisa farmacêutica associa-se o ganho de um ano na expectativa de vida dos pacientes que se beneficiam dos novos produtos. Da mesma forma, para cada US$ 1,0 gasto na aquisição de medicamentos, US$ 3,65 são poupados em despesas hospitalares.” |
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