Os paulistas estão plantando com o próprio dinheiro, pois não há como recorrer à única linha de financiamento, a do Programa de Plantio Comercial de Florestas (Propflora), que por intermédio do BNDES oferece doze anos com carência de oito, apenas um ano a mais que o tempo necessário para a seringueira começar a dar látex. A impossibilidade, revela Cortez, decorre da exigência de preservar na propriedade 20% da Mata Atlântica, reminiscência que nunca é constatada. No quesito financiamento, a expectativa da Apabor é a ONU aprovar a solicitação, lá protocolada há três anos, para a seringueira ser credenciada no Programa de Seqüestro do Carbono, condição para os novos seringais obterem financiamento internacional, a custo zero. Na Bahia, a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) elaborou o Programa de Desenvolvimento do Agronegócio Borracha na Bahia e no Espírito Santo (Prodabes), que prevê a formação de sistemas agroflorestais – na Bahia, preferencialmente, consorciando seringueira e cacaueiro; e, no Espírito Santo, seringueira e cafeeiro conilon. A Ceplac propõe que em dez anos seja acrescentados 100 mil hectares consorciados – 80 mil aos 22.500 hectares da Bahia e 20 mil aos 8.600 hectares do Espírito Santo. O investimento previsto é de Para a execução do Prodabes, a Ceplac quer a ação conjunta de ministérios, dos dois governos estaduais e das prefeituras, nas áreas de pesquisa, assistência técnica e extensão, crédito, e organização da cadeia agroindustrial da borracha. No âmbito da agricultura familiar, sugere que o Pronaf financie módulos de três hectares por dezesseis anos, com oito de carência – sugestão que considera o fato de a seringueira começar a produzir aos sete anos aproximadamente e estender a produção por cerca de trinta anos. |
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