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OLEOQUÍMICA

Croda duplica produção
na fábrica de Campinas

Na colheita do crescimento de 20% ao ano do setor de cosméticos, a inglesa Croda, tradicional produtora de especialidades químicas da área, inaugurou em abril uma nova unidade fabril para produção de ésteres em Campinas-SP.

Apesar desses insumos, produzidos com ácidos graxos e álcoois, serem também empregados nas indústrias farmacêutica e de plásticos, o chamado mercado de personal care foi o motivador do investimento de R$ 10 milhões, responsável por mais do que dobrar a capacidade produtiva da empresa, de 5 mil para 12 mil toneladas de ésteres. A unidade antiga foi desativada e substituída por quatro reatores multipropósito (dois novos e dois reformados) e dois tanques, que contam com toda a produção automatizada.

Divulgação

De Belles: investimentos para suprir linhas de personal care

Desde janeiro de 2007 em produção, a nova fábrica vai se concentrar principalmente nos ésteres das linhas de emolientes Cithrol e Crodamol e de derivados de lanolina Crodalan, que ampliarão a atual capacidade de 1.900 t para 4 mil t. Jás as ceras emulsionantes e as bases concentradas Crodabase SQ passam de 1.400 t para 6 mil t.

A estocagem da empresa também foi dobrada. No mesmo sítio industrial, aliás, há dois anos a empresa já havia duplicado a linha de lanolina, atualmente com capacidade para 2.220 toneladas.


Fábrica recebeu R$ 10 milhões para fazer 12 mil t/ano de ésteres

De acordo com o presidente da Croda para a América Latina, Miguel De Bellis, os últimos cinco anos dão mostras claras da boa fase da empresa no segmento cosmético. Nesse período foram investidos R$ 25 milhões em ampliações, na sua maior parte para fornecer a esse tipo de aplicação. Isso foi o reflexo do crescimento anual da empresa de 25%, de 2003 a 2005, e de 29% no ano passado. E as perspectivas também são animadoras.

Dependente de matérias-primas importadas, responsáveis por quase metade da produção, a queda do dólar deve aumentar a sua competitividade no mercado interno, a despeito do impacto nas importações, que representam 20% dos negócios da unidade brasileira.
Também ajuda na competitividade da Croda a recente aquisição da Uniqema, uma das líderes mundiais da oleoquímica. Isso deve favorecer a importação de insumos básicos da esterificação, derivados graxos sintetizados a partir de óleos vegetais, tendo em vista ser esta a especialidade da Uniqema. “Com certeza, estamos ainda mais competitivos”, afirmou o CEO da Croda, presente na inauguração da nova fábrica, Mike Humphries. O faturamento mundial da Croda, já com a nova empresa incorporada, é de US$ 1,8 bilhão.

Além do investimento nos ésteres, em julho a Croda do Brasil dará partida a uma linha de óleos refinados para a indústria farmacêutica, dando continuidade a planos auspiciosos para o País.         

  Marcelo Furtado  

 
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