PETROQUÍMICA


Negociação bilionária consolida pólo gaúcho e preocupa o Sudeste

Divulgação

Vista da Ipiranga Petroquímica,que será dividida entre  Braskem e Petrobrás

                  Marcelo Fairbanks e Fernando Cibelli de Castro (RS)

Um vento forte entrou pelo Rio Grande do Sul a varrer a petroquímica nacional. A compra dos ativos e operações do Grupo Ipiranga por Petrobrás, Braskem e Grupo Ultra desencadeou uma série de conversações entre os vários interessados na atividade petroquímica brasileira, tendo por objetivo engendrar novo panorama de negócios. No meio desse “furacão”, muitas informações circulam com velocidade, mas ainda sobram especulações enquanto rareiam os fatos.

De concreto, a aquisição consolida a posição da Braskem como principal player petroquímico do Hemisfério Sul, com o controle de duas das três centrais petroquímicas brasileiras e de seus downstreams. É a pá de cal no fragmentado modelo tripartite (governo, iniciativa privada e sócio estrangeiro), criado na década de 70, e a consagração do modelo integrado, com as vantagens da verticalização. A negociação ainda depende da aprovação de órgãos oficiais, mas não se esperam problemas. A alegação mais forte dos compradores, pelo menos na área de resinas termoplásticas, é a existência de concorrentes de porte, como a Rio Polímeros e a Suzano Petroquímica, além das importações de polietilenos argentinos (Dow).
 

 
  <<< Anterior