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Cimadon, da Denver, prefere apresentar a questão de outra forma. Para ele, os espessantes e modificadores de reologia devem ser escolhidos de acordo com o produto final. Os celulósicos são mais indicados para tintas tipo PVA, massas corridas e texturas. Os acrílicos, por sua vez, apresentam melhor performance nas tintas acrílicas. Na prática, porém, a divisão de mercado não segue exatamente uma lógica técnica da especificação do produto. “O que vemos no mercado é que os principais fabricantes de tinta conhecem as especificações e aplicam os espessantes e modificadores de reologia de acordo com as exigências de seus produtos. Mas, entre os pequenos fabricantes, falta conhecimento técnico. E a escolha do aditivo passa muito mais pelo preço do que pela adequação”, diz Cimadon. Associativos uretânicos - Um consenso entre os fornecedores de espessantes e modificadores de reologia é que a linha acrílica é soberana absoluta no segmento de tintas classificadas como econômicas e standards, que somam 62% do mercado brasileiro de tintas imobiliárias. O que está em jogo são os 38% de mercado restante, o segmento das tintas premium, que em 2006 totalizou 279 milhões de litros vendidos. Neste segmento top de linha, onde as decisões são mais técnicas, as vendas de produtos celulósicos e associativos se equilibram. O mercado premium também é o segmento no qual uma nova tendência de aditivos associativos ganha força no Brasil. É a linha de espessantes e modificadores reológicos associativos uretânicos.
Celdia Lizardo, gerente do laboratório de aplicação de materiais em tintas da Rohm and Haas, acrescenta que os aditivos uretânicos conferem entre 30% e 50% a mais de resistência ao filme. “É um aditivo nobre, pouco utilizado no Brasil, portanto com muito espaço para crescer no mercado”, diz Lizardo. O que inibe uma rápida expansão mercadológica do produto é o preço, na casa dos R$ 5,00 a R$ 6,50 o quilo. Em valor unitário, a diferença de preços entre uretânicos e seus concorrentes acrílicos nem é assim tão grande. Mas é preciso levar em consideração que as compras são em grande escala. E, em um mercado competitivo como o brasileiro, centavos fazem a diferença. “Os uretânicos são o futuro do mercado, mas ainda não apresentam um preço compatível com a realidade da indústria brasileira de tintas”, diz Cimadon. Por enquanto, não existe produção brasileira de espessantes e modificadores de reologia uretânicos. Os produtos disponíveis no mercado local são importados. “O Brasil ainda não tem uma escala de consumo que justifique a produção local”, diz Couto. A Basf, por exemplo, traz da matriz alemã seus aditivos uretânicos, o Collacral LR 8989 e o Collacral LR 8990. A Rohm and Haas, segundo afirma Celdia Lizardo, é a líder absoluta no segmento de espessantes uretânicos no Brasil, com mais de 90% das vendas e abastece o mercado local com produtos importados dos Estados Unidos. Em uretânicos, a empresa comercializa a linha Acrysol nas versões RM 1020/2020, RM 8/825/8W, SCT 275 e RM 12W. Mas a Basf e a Rohm and Haas começam a enfrentar concorrentes no mercado de associativos uretânicos. A Degussa está lançando no Brasil sua linha Tego Viscoplus. O produto é importado da Alemanha e é comercializado em quatro diferentes versões: Viscoplus 3000, Viscoplus 3010, o Viscoplus 3030 e o Viscoplus 3060 são indicados para tintas aplicadas em baixo, médio e alto cisalhamento, respectivamente. Como informa Renato Stoicov, coordenador de negócios da divisão Tego Coating & Ink Additives da Degussa, a comercialização da linha Viscoplus ainda está em fase de desenvolvimento no País, sendo que, no momento, a empresa se dedica à apresentação da linha aos potenciais clientes. “Nosso objetivo inicial é atender ao nicho de tintas decorativas de alta performance”, afirma Stoicov. |
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