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Em faturamento, por esses cálculos, os aditivos movimentam aproximadamente R$ 80 milhões por ano. A evolução do mercado de espessantes e modificadores de reologia, como não poderia deixar de ser, está diretamente relacionada com o desenvolvimento do mercado de tintas imobiliárias. O segmento, que responde por 77% do mercado brasileiro de tintas, comercializou 741 milhões de litros em 2006, um total 2,7% superior ao registrado no ano anterior. A Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati) prevê um crescimento do mercado total de tintas de cerca de 4,5% em 2007, sendo que o carro-chefe desse aumento deverá ser o segmento imobiliário. “A nossa expectativa é de que o mercado de espessantes e modificadores de reologia acompanhe esse ritmo, e cresça entre 4% e 5% ao ano até o fim da década”, diz Edson Luiz Cimadon, gerente de vendas da Denver, uma das principais fabricantes dos aditivos do País, com atuação tanto no segmento celulósico como no de associativos. Mas, enquanto o volume de vendas de espessantes e modificadores de reologia traçam uma clara trajetória de alta, o mesmo não se pode dizer em relação ao perfil dos aditivos comercializados. Nos últimos anos, na verdade, o mercado brasileiro privilegiou soluções econômicas. O mercado migrou para espessantes acrílicos. E isso ocorreu por uma razão simples: a diferença de preços entre os dois tipos de produtos é significativa. A principal linha de espessantes e modificadores de reologia celulósica é a hidroxietilcelulose (HEC), que apresenta um custo para o produtor de tintas que varia entre R$ 9,00 e R$ 12,00 o quilo. Uma outra opção em aditivos celulósicos, tecnicamente menos cotada, é a linha carboximetilcelulose (CMC), com o quilo cotado na faixa dos R$ 6,00. Já os espessantes e modificadores acrílicos são mais em conta, seus preços variam entre R$ 3,00 e R$ 5,00 o quilo. É verdade que a quantidade de aditivos HEC requerida na formulação é a metade da quantidade exigida pelos aditivos acrílicos. Mesmo assim, as segundas continuam mais baratas. E este é o fator determinante da venda. “Em mercados com maior poder aquisitivo, como o norte-americano, os espessantes HEC são majoritários, com uma participação na faixa dos 60% das vendas”, diz De Notta. Tanto os aditivos celulósicos quanto os acrílicos possuem seus defensores. De Notta trabalha na Dow, que atua com as duas soluções, e aponta vantagens na linha HEC. Para ele, os celulósicos requerem menos do formulador, uma vez que seu manejo é mais simples e é mais fácil padronizar a produção. Ainda segundo ele, usando aditivos acrílicos, o ganho de viscosidade continua a se desenvolver na tinta mesmo após a formulação pronta, exigindo ações corretivas por parte do formulador. Além disso, as tintas brancas com HEC não perdem viscosidade quando o usuário final adiciona cores fortes ao produto. O aditivo apresenta menor sensibilidade à água, permitindo um melhor alastramento da tinta na aplicação. Já Edson Couto, gerente de marketing e vendas de polímeros da Basf, lembra que os espessantes celulósicos são comercializados na forma de pó, enquanto que os espessantes acrílicos são líquidos. Portanto, para ele, são estes os mais fáceis de serem adicionados às tintas. Outro problema dos celulósicos apontado por Couto é o fato de que estes aditivos, por serem derivados de celulose, estão mais propensos aos ataques de bactérias e fungos, o que exige o uso intensivo de biocidas. Os acrílicos, em sua opinião, permitem ainda maior transferência de massa de tinta para a parede, além de evitar que a viscosidade caia no cisalhamento. |
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