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Tintas
Epessantes
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Insumos ajudam a
aplicar tintas com facilidades
Celulósicos, acrílicos poliuretanicos disputam o mercado brasileiro,
focado em cortar custos |
Domingos Zaparolli
Nos últimos anos, a evolução técnica das
tintas imobiliárias à base de água teve como um de seus principais
objetivos aumentar a “aplicabilidade” do produto. Ou seja, facilitar o
manejo da tinta tanto para os pintores profissionais como para os cidadãos
que desejem pintar, por conta própria, suas casas ou estabelecimentos
comerciais.
Essa maior “aplicabilidade” da tinta passa necessariamente pelo uso de
espessantes e modificadores de reologia, componentes que há pouco mais de
uma década faziam parte apenas da fórmula das tintas premium, mas que hoje
são aplicados em larga escala em tintas voltadas para todos os segmentos
econômicos. Para os fabricantes desses aditivos, o desafio é aprimorar o
mercado brasileiro, permitindo a entrada de produtos com maior valor
agregado.
Os espessantes conferem viscosidade à tinta e os modificadores de reologia
atuam sobre as propriedades do líquido, tanto em repouso, evitando que
cargas e pigmentos se concentrem em demasia no fundo das latas de tinta,
como também em sua aplicação, facilitando o espalhamento e ajudando a
tinta a fluir com mais suavidade. Os modificadores de reologia também
evitam respingos, comuns na aplicação com rolo, e reduzem efeitos
indesejados, como o popular “casca de laranja”, que é o acabamento com
aspecto poroso. Juntos, estes dois aditivos compõem entre 2% e 3% da
fórmula de uma tinta.
Não existem estatísticas nem dados oficiais sobre o tamanho do mercado
brasileiro de espessantes e modificadores de reologia. Mas tomando como
base estimativas de alguns fabricantes, chega-se ao número de
aproximadamente 11,5 mil toneladas anuais comercializadas no País. Esse
total seria dividido em três categorias de produtos.
A maior fatia do mercado, com algo em torno de 8 mil toneladas ano, fica
com os produtos associativos de base acrílica. Os associativos uretânicos,
mais caros, respondem por vendas de mil toneladas/ano. Já
os espessantes e modificadores celulósicos somam 2,5 mil toneladas anuais.
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