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INORGÂNICA

       Mercado de baterias   puxa demanda por lítio


A demanda por lítio experimentou forte crescimento ao longo da última década. O consumo mundial cresceu a taxas entre 4% a 5% por ano em parte desse período, passando de 70 mil toneladas equivalentes de carbonato de lítio, em 2002, para o recorde de 80 mil toneladas equivalentes em 2005.

A expansão foi puxada pela utilização de carbonato de lítio em baterias secundárias, responsáveis por 20% do emprego total do metal em 2005, enquanto em meados de 2000 a fatia chegava a apenas 9%.

E as previsões permanecem otimistas, segundo estudo de mercado da inglesa Roskill, intitulado The Economics of Lithium (10ª. edição). O crescimento global dessa indústria deve permanecer ao redor
de 4% ao ano, com o consumo mundial batendo 97,4 mil toneladas equivalentes em 2010. Nos produtos para o consumidor final, a ênfase se mantém no lítio iônico, e o lítio-polímero, empregado em baterias secundárias, alcançará maior expressão. Para a demanda por carbonato de lítio nessa aplicação, é previsto um aumento de 10% ao ano, de 16 mil toneladas para 25,8 mil toneladas, entre 2005 e 2010, equivalentes a um quarto do mercado global de lítio. As projeções alvissareiras se lastram na promessa de crescimento da Ásia, em particular China, Coréia do Sul,
Taiwan e Índia. O consumo per capita na região ainda é baixo, porém se acredita que há grande potencial de elevação: em 2004, cada cidadão chinês consumia cerca de cinco vezes menos lítio que um norte-americano.

Até o fim da década, os eletrônicos portáteis concentrarão os segmentos de maior crescimento no consumo de baterias secundárias. Os embarques para o mercado asiático de telefones celulares crescerão 50% ao ano no período, e na Rússia e Polônia, outros mercados promissores, a taxa é
estimada em 70%. No longo prazo, entretanto, o crescimento de mercado dependerá da penetração dos veículos elétricos híbridos (VEHs) e das baterias de lítio empregadas para movê-los.

Espera-se que as montadoras iniciem a produção de VEHs em escala industrial a partir de 2008. A Toyota Motors, maior produtora mundial desse tipo de veículo, planeja expandir suas vendas para
um milhão de unidades anuais até 2010, ao mesmo tempo em que substituirá baterias híbridas à base de níquel por produtos de lítio iônico. Esse mercado tem importância crucial devido às quantidades significativamente maiores de lítio necessárias a baterias de alta voltagem para VEHs, em comparação às utilizadas em aparelhos eletrônicos portáteis.

Produção e preços – Acompanhando a elevação da demanda, a produção mundial de lítio cresceu de 15,3 mil t, em 2002, para 18,8 mil t, em 2005 (4% a.a.). Essa indústria é marcada pela alta concentração: Chile e Austrália respondem por dois terços do volume produzido mundialmente, e desembolsaram os investimentos responsáveis pela maior parte da expansão da produção mundial na primeira metade da última década.

A China surge como um possível novo competidor desse mercado fechado. O sucesso no desenvolvimento de tecnologia para extração de lítio de salmouras com alto teor de magnésio levou ao início da produção de carbonato de lítio em salinas nas províncias de Qinghai e Tibet. Caso
todos os projetos deixem suas gavetas, a capacidade chinesa pode chegar a 45 mil toneladas anuais em breve.

No entanto, a demanda no mercado de baterias e custos de produção maiores proporcionaram recuperação de preços entre 2003 e 2006. No primeiro quarto de 2006, os preços estiveram até 40% maiores que no mesmo período em 2005. Os líderes mundiais já operaram próximos à capacidade instalada em 2005, e a oferta de carbonato de lítio ajustada à demanda sugere alta de preços em 2007. Mantidas as tendências de elevação, os preços poderiam atingir US$ 4 mil por tonelada, superando o máximo de US$ 3,5 mil por tonelada pago nos idos de 1996. As altas serão temperadas, no entanto, por expansões de capacidade em execução no Chile (11,5 mil t/ano de carbonato de lítio) e na Argentina (12 mil t/ano de cloreto de lítio), e pelas previstas na China. Completadas
essas expansões, os preços devem se estabilizar em cerca de US$ 3 mil a tonelada, mas não antes do pico previsto para 2007.

Interessados na versão integral do relatório, com mais de 200 páginas e preço de US$ 4,4 mil, devem contatar a Roskill Information Services Ltd. pelo e-mail: info@roskill.co.uk.                  Márcio Azevedo
 

 
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