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Lanxess comemora balanço favorável    

A Lanxess comemora os bons resultados do balanço mundial referente a 2006, o primeiro exercício após a reestruturação de portfólio e ajustes de custos. Pelo indicador EBITDA, a evolução foi de 16,2% sobre 2005, com o total de 675 milhões de euros. A margem EBITDA subiu de 8,1% para 9,6%. Com isso, a receita líquida operacional, que foi negativa no ano passado (-63 milhões de euros), apareceu em saudável azul no balanço, com 197 milhões de euros, com a possibilidade de fazer a primeira distribuição de dividendos.“Nossas dívidas encolheram de 680 milhões de euros para 511 milhões de euros”, afirmou Ulrich Koemm, membro da diretoria executiva da Lanxess, em visita ao Brasil em março deste ano. Formada pelos negócios químicos da Bayer, da qual se separou, tendo suas ações sido vendidas em bolsas de valores, a companhia precisou redefinir seu core business. Por isso, durante 2005 foram vendidas as unidades de negócios de fibras (para a Asahi) e de insumos para papéis (para a Kemyra).

Além disso, a Lanxess se tornou mais seletiva, reduzindo sua participação em segmentos de baixa rentabilidade. “Não adianta vender um produto que não dá lucro”, considerou. Ele salientou que durante 2006 as vendas totais caíram 2,9%, somando 6,94 bilhões de euros, número que precisa ser
expurgado dos valores referentes aos negócios vendidos e da contribuição da taxa cambial entre o euro e o dólar. Feitas as devidas correções, o valor das vendas registrou crescimento de 1,2%.
 

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Koemm veio ao Brasil avisar
que a dívida em euros caiu

A estratégia de negócios da companhia segue quatro princípios: melhoria de desempenho, na linha price before volume; reestruturação projetada de operações, que permitiu redução total de custo de 55 milhões de euros no ano passado; otimização do portfólio; e aquisições, por exemplo, dos
interesses da Dow na produção de cromo da África do Sul. As metas propostas pela alta direção consistem em chegar mais perto dos líderes mundiais em produtos químicos industriais, não apresentar nenhum negócio com margem EBITDA menor que 5% ao ano, e atingir o grau de
investimento, valorizando a companhia.

Quando da constituição da empresa, havia o temor de fixar a imagem pejorativa de “quarto de despejo” da Bayer, em contraste com as atividades ligadas às ciências da vida, consideradas mais modernas e atraentes. A Lanxess já considera a consolidação da imagem de indústria química de especialidades como completada. “Desde janeiro de 2005 até o fim de dezembro de 2006, a valorização das ações da Lanxess foi de 170%, atestando a boa receptividade dos investidores”,
afirmou Koemm.

Entre as unidades de negócios, a de borrachas obteve a melhor rentabilidade, seguida de perto
pelos intermediários químicos e performance chemicals. A rabeira ficou com os plásticos de
engenharia.

A empresa dispõe de um orçamento de 300 milhões de euros para investimentos mundiais durante 2007. Quase 60% desse valor deverá ser direcionado para as unidades européias. Além disso, as linhas asiáticas de plásticos de engenharia ganharão reforços. “Precisamos estar ao lado dos
nossos clientes onde eles estejam”, disse, citando como justificativa o crescimento da indústria automobilística asiática.

Koemm recomenda avaliar com cautela os investimentos no Oriente. “Só vale a pena produzir na Ásia o que for consumido na Ásia”, disse. O custo logístico para suprir outras regiões é considerado elevado. Essa explicação também serve para não instalar fábricas de resinas de engenharia na
América Latina. “O consumo é pequeno, melhor investir em unidades de compostagem utilizando materiais importados”, disse.
 

Quanto ao comportamento dos preços das matérias-primas, o executivo mundial da Lanxess confessa ter errado suas previsões nos últimos anos. “A instabilidade atual é muito grande para qualquer prognóstico”, afirmou. A empresa esperava chegar a um patamar de preços elevados, porém estável, no início de 2007. Em março, porém, voltaram a subir. A situação é crítica nos derivados de petróleo, pois os minerais e compostos inorgânicos têm preços mais estáveis. No Brasil, a empresa mantém a fábrica de pigmentos de óxido de ferro em Porto Feliz-SP, além de contar com suprimentos regulares da unidade multipropósito da Argentina e de outras do grupo.

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Lacerda : crescimento de duas a três vezes maior que o PIB

 “Além dos pigmentos, temos boa participação em couros e em biocidas para vários segmentos”, afirmou Marcelo Lacerda, presidente (CEO) da Lanxess do Brasil.

A fábrica paulista receberá investimentos de US$ 3,7 milhões para ampliar sua capacidade das atuais 24 mil para mais 30 mil t/ano. A companhia entende ser necessário chegar a 40 mil t/ano
para alcançar competitividade mundial. Essa fábrica supre o mercado dos EUA, cuja unidade foi fechada por falta de rentabilidade. Nos próximos meses, a empresa lançará um estabilizante específico para biodiesel, necessário para suportar o longo período de estocagem e transporte do
material, inevitável por causa das dimensões do País. Também está sendo preparado um conservante para sucos naturais, mercado em franca expansão. “O faturamento no Brasil cresce entre duas a
três vezes a variação do PIB, e 2007 começou com demanda firme”, acrescentou Lacerda.                                                    M. Fairbanks

 

 
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