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Consolidados, esses mercados registram crescimento mais modesto,
porém se mantêm muito competitivos no âmbito global. Apesar de não figurar
entre os líderes globais, a Itália também tem impressionado. O país é o de
maior avanço nos últimos anos na União Européia.
| No caso do Brasil, de
acordo com a Abihpec, o consumo de produtos da indústria de cosméticos
cresceu em dólares 26%, enquanto as estimativas do mercado global
apontam expansão de 1,2%. Sim, mercados emergentes tendem a crescer
rápido e, quando maduros, inclinam-se à estagnação. No entanto, esse
não parece ser o caso, pelo menos por enquanto. As estimativas de
Basílio apontam prognóstico positivo. Para ele, o setor tem condições
de avançar 12% neste ano. Para tanto, os investimentos precisam se
ratificar. Em média, a indústria tende a aplicar US$ 100 milhões ao
ano, até 2010. Artur Grynbaum, vice-presidente de um dos
principais expoentes do País, O Boticário, também prospecta a
manutenção do crescimento acima de 10% ao ano. |
Cuca Jorge |
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| Basílio da Silva: setor espera crescer mais 12% em 2007 |
“O setor continua aquecido”, observa. Para alguns profissionais,
esse crescimento tende a se estagnar. Apesar de apostar na manutenção
desse ritmo, o presidente do Pólo de Cosméticos de Diadema, René Lopes
Pedro, considera a possibilidade de daqui a três anos o mercado parar de
avançar de forma tão vigorosa.
Estrutura - Por trás deste cenário, estão grandes grupos
internacionais. Unilever, Procter & Gamble, Avon, Colgate-Palmolive e
L´Oréal são alguns deles. Dois gigantes nacionais também não deixam nada a
dever às estrangeiras, como é o caso de O Boticário e Natura.
Independentemente da origem, os dois grupos têm demonstrado vocação para
inovar, sobretudo no que se refere a investimentos em pesquisa e
desenvolvimento. As pequenas empresas também participam de forma ativa.
Cada vez mais direcionadas a nichos específicos, elas têm apresentado
fôlego, à sua maneira, para acompanhar o mercado.
No Brasil existem 1.367 empresas formalizadas, segundo a Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa). Desse total, 11,7% são de grande porte
(faturamento líquido acima de R$ 100 milhões, ou 72,4%). O restante
(88,3%) se compõe de micros, pequenas e médias empresas.
Além de volumosa, essa indústria é organizada. A fim de potencializar seu
vigor, foram criados pólos cosméticos em alguns Estados brasileiros, como
São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O maior agrupamento de
empresas do ramo está no Pólo de Diadema, em São Paulo. São mais de 10%
das empresas de cosméticos no País reunidas na região.
A atuação do pólo se assemelha à de qualquer outra associação e, portanto,
mantém um calendário de cursos e atividades para fomentar a
competitividade dos associados. Uma das ações mais fortes é a roda de
negócios – o evento percorre as principais cidades do País em caravana.
“Realizamos compras conjuntas, participamos de eventos internacionais e
mantemos subgrupos de discussão”, completa Pedro. Todas as companhias do
pólo possuem registro atualizado na Anvisa.
O Pólo Brasileiro do Cosmético surgiu em 2002. Entidades empresariais,
como Sesi, Senai e Sebrae também corroboraram com sua criação. Em 2004, o
grupo se transformou em uma associação independente, com razão social e
personalidade jurídica próprias. “Nós queremos e geramos economias e
melhoria do faturamento para as nossas empresas”, resume Pedro. A
Associação Brasileira de Cosmetologia (ABC) também aprova a iniciativa. Na
opinião do seu vice-presidente técnico, Alberto Keidi Kurebayashi, as
empresas associadas, juntas, se tornam mais competitivas, pois nos pólos a
venda de matérias-primas pode ser conjugada e, por conseqüência, mais
econômica. “Comprar um quilo de tensoativo tem preço até 100% maior do que
duas toneladas da mesma matéria-prima. Por isso, quando as empresas do
pólo se unem todos ganham em custo”, explica Kurebayashi.
Conceitos – A Abihpec é o órgão responsável pelo mercado de higiene
pessoal, cosméticos e perfumaria. Apesar de não possuir dados específicos
da indústria cosmética, alguns profissionais do ramo estimam que esse
segmento responda por 80% do faturamento total. No entanto, na prática,
essas três áreas se confundem.
A gerente de projeto da Factor de Solução/Kline Group, Natália Borelli,
considera com ação cosmética os produtos de uso diário, como sabonetes,
xampus e desodorantes. É passado o tempo em que os produtos possuíam uma
única função. O sabonete, além de higienizar, hidrata; enquanto o
desodorante, antes utilizado para perfumar, hoje também pode clarear
manchas nas axilas. Para Kurebayashi, o produto cosmético hoje se
caracteriza por sua eficácia. “Deve ter fragrância e odor agradáveis,
sensoriais diferenciados, custos atrativos, embalagens práticas, trazer
tecnologia e matérias-primas de última geração e, acima de tudo, ser
funcional, ou seja, mostrar seus benefícios em um curto período”, afirma.
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