cosméticos

Mercado brasileiro cresce rápido e supera o da França
Renata Pachione

Em oposição ao crescimento pífio do Brasil, no ano passado, a in­dústria nacional de cos­­­mé­ticos avançou de forma vigorosa, a ponto de elevar o País ao posto de terceiro maior do mercado global. Destaque entre os químicos que apresentaram melhor desempenho em 2006, o setor atraiu novos investidores e fomentou seu magnetismo tanto com o consumidor brasileiro quanto com o estrangeiro.
No ano passado, o mercado de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos representou um dos segmentos de maior crescimento dentro da indústria química brasileira. Com expansão em faturamento líquido de 18,2% em relação ao ano anterior, só ficou atrás (e por pouco) do segmento de sabões, detergentes e produtos de limpeza, cuja variação alcançou 18,62%. O cenário geral não foi dos mais favoráveis, pois alguns setores registraram queda no faturamento, como é o caso dos defensivos agrícolas (-18,1%) e dos adubos e fertilizantes (-4,5%).
 

Com esse crescimento, o setor registrou faturamento (estimado) de US$ 6,5 bilhões, o equivalente a R$ 14,5 bilhões, segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). A fonte é a própria Associação Brasileira de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). No entanto, seu presidente, João Carlos Basílio da Silva, considera que a indústria faturou R$ 17,5 bilhões em 2006 (sem impostos). Nenhum dos dados apresenta erros. Apenas a Abiquim não inclui na sua conta algumas categorias computadas pela Abihpec. São elas: os descartáveis, como absorvente higiênico; os produtos de cutelaria; os pincéis para aplicação de cosméticos; escovas de dente e de cabelos; e os preservativos.
 

As vendas do chamado mercado da beleza oscilaram nos últimos anos de forma positiva (ver tabela 2). À exceção de 2006, os maiores índices foram registrados em 2005, com US$ 5,5 bi, e em 1998, quando atingiu US$ 4,3 bi. Por tudo isso, o Brasil se tornou o terceiro maior consumidor de cosméticos no mundo, segundo o Instituto de Pesquisas Euromonitor. Com vendas no valor de US$ 18,2 bilhões (preço ao consumidor), o País agora só fica atrás de Estados Unidos e Japão, nessa ordem (ver tabela 3) e supera França e Alemanha.
 

 
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