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Versatilidade – Uma vantagem do silicone sobre outros materiais é a
possibilidade de montar cadeias poliméricas longas ou curtas, conforme o
uso pretendido.
| A estrutura molecular também
admite a incorporação de vários radicais orgânicos e até grupos
funcionais, com ampla variedade de aplicações. “A química do silício é
tão ampla como a do carbono, com a diferença que o silício não
apresenta ligações insaturadas (duplas
ligações)”, explicou. |
Cuca Jorge |
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| Corpo de prova com silicone resiste a 14 mil ciclos
de lavagem |
Reagindo-se o silício metálico com cloreto de metileno, obtém-se o
clorometil siloxano, base para a produção de silicone, a começar da
estrutura mais simples, o dimetilsiloxano, de polimerização controlada.
No lugar dos metilas, podem ser encaixados outros radicais, como propila,
fenila, ou por cadeias orgânicas mais complexas, como poliéster,
poliéter ou longas cadeias alquídicas. Conforme o tipo de modificação
introduzida no silicone, este terá propriedades diferenciadas, podendo
se tornar solúvel em água, por exemplo.
A despeito da variedade de modificações possíveis, o coordenador de
negócios alerta para a dificuldade de provocar reações com o polímero.
“Como silicone é inerte, as reações desejadas são obtidas em processos
mantidos por longos períodos sob condições severas”, comentou.
André Danc, gerente regional de marketing para silanos e especialidades
da Momentive Performance Materials, que manteve a equipe da adquirida GE
Advanced Materials, comenta que, apesar das excelentes propriedades dos
silicones, como baixa tensão superficial (20 mN/m), excelente umectação
e espalhamento, baixo coeficiente de fricção, baixa Tg, elevada
estabilidade térmica a 150ºC, baixo odor e toxidez, além de
hidrorrepelente, o produto é incompatível com as tintas. “Para usá-los
na indústria de tintas foi preciso desenvolver siloxanos
organomodificados por meio de hidroxilação e copolimerização,
introduzindo grupos funcionais na cadeia do silicone”, explicou Danc.
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Cuca Jorge |
A variedade de modificações gera aditivos para tintas de aplicações
específicas. Segundo Stoicov, usando cadeias curtas, de cinco a dez
siloxanos, modificadas com um poliéter é possível criar um poderoso
agente umectante, capaz de reduzir a tensão superficial da tinta,
permitindo sua penetração em substratos de baixa energia superficial,
como plásticos, aço e alumínio. |
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| Stoicov: silicone oferece desempenho superior |
“Sem o aditivo, é preciso promover algum
tipo de tratamento prévio do substrato para que a tinta possa nele
aderir sem deixar crateras, pontos nos quais o filme não se fixou”,
explicou. Efeitos semelhantes são obtidos com surfactantes orgânicos
alcoxilados.
Usando cadeias um pouco mais longas, de cem a duzentas repetições do
siloxano, com modificações com poliéter ou poliéter-alquilarílico,
melhoram o nivelamento e o alastramento dos filmes de tinta aplicados.
Com isso, marcas de pincéis e rolos de aplicação desaparecem. Além
disso, a tensão superficial da tinta não se altera durante a evaporação
do solvente (mesmo a água), garantindo a uniformidade do filme em toda a
sua extensão. Como vantagem adicional, a camada superficial pintada não
adere a camadas semelhantes com as quais entra em contato, deslizando
entre si (slip). “É uma propriedade interessante na indústria gráfica,
onde as folhas impressas são empilhadas uma sobre a outra”, considerou
Stoicov. O mesmo efeito de nivelamento, porém sem deslizamento, pode ser
obtido com a incorporação de poliacrilatos (sem silicones), também
disponíveis no portfólio da Degussa. Para fins gráficos, o uso de
silicones acrilados facilita a reprintabilidade das superfícies.
O efeito deslizante é obtido por aditivos especiais que permitem o
deslocamento de objetos sólidos sobre a camada pintada, reduzindo o
coeficiente de fricção. “A linha Tego Glide torna a superfície do filme
mais lisa, sem irregularidades, além de se acumular na superfície, após
a secagem, facilitando os deslocamentos”, explicou. Esses aditivos são
formados por longas cadeias poliméricas (até mil siloxanos) modificadas
com poliéteres de cadeia longa ou poliéteres alquilarílicos. São
compatíveis com algumas ceras.
Além de permitir a melhor adaptação das tintas aos substratos, os
silicones também ajudam os formuladores a dispersar melhor pigmentos e
cargas. Isso é feito com a adição de aditivos umectantes e dispersantes,
com linhas preparadas para sistemas base solvente ou base água.
Outro ponto forte da Tego é a linha de aditivos para tintas curáveis por
radiação ultravioleta (Tego Rad), totalmente de base aquosa. Os aditivos
nessa aplicação precisam satisfazer às exigências de umectação e
modificação de superfície, porém ainda devem garantir a fixação no
sistema durante a cura. Isso é feito com a modificação dos silicones com
cadeias orgânicas acriladas. “Os grupos reativos presentes garantem a
reticulação”, disse Stoicov. |
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