FEIRA FRANCESA DESFILA
Em meio a um frio ainda não muito rigoroso para o final do outono europeu, talvez um indicativo do aquecimento global, a França foi palco, de 28 de novembro a 1º de dezembro, em Lyon, da 22ª Pollutec, exposição internacional de equipamentos e serviços para o meio ambiente.
E isso sem precisar recorrer ao
pretexto de experimentar os vinhos regionais Beaujolais e Côte du Rhône,
servidos em grande quantidade em quase todos os estandes, dado o alto
nível técnico da exposição. Como reflexo dessa tradição, e da grande quantidade de tecnologias e serviços que os dois grupos acumularam ao longo de décadas, os estandes da Veolia e da Suez eram os mais chamativos, maiores e movimentados da feira. Com todas suas várias divisões e empresas representadas, não só nos pavilhões da água como nos de tratamento de resíduos e de remediação de solos, tanto a Suez (ou Lyonnaise des Eaux, como a divisão de saneamento da empresa ainda é chamada na França) como a Veolia atraíam a curiosidade dos visitantes e deixavam, por meio de um bem estruturado estratagema de marketing, suas marcas presentes em praticamente todo o centro de exposições de Lyon. A exposição das duas empresas se assemelhava: contavam com um estande maior da holding controladora, de caráter mais institucional, envolto por vários outros estandes ou pequenos pôsteres, com técnicos especializados a postos, para divulgar as várias empresas, divisões e tecnologias pertencentes aos grupos. A exibição da Suez, provavelmente por ser o maior grupo, com faturamento anual superior a 40 bilhões de euros (sendo cerca de 15 bi na divisão de meio ambiente, a Suez Environnement, e o restante em energia), se destacava mais, em virtude da quantidade de visitantes e de tecnologias e serviços apresentados. A subsidiária Lyonnaise des Eaux, responsável por serviços de distribuição de água e saneamento básico na França, em estande agitado com a cessão de muitos brindes, mesmo em participação mais institucional destacou um novo sistema de controle de poluição de águas superficiais utilizadas em banhos recreativos, sobretudo praias litorâneas. Trata-se, segundo a empresa, de uma resposta a uma nova norma européia rigorosa para controle. A tecnologia chama-se MER (método enzimático rápido) e realiza pré-diagnósticos constantes da água antes de ela se contaminar além do permitido, analisando variações em sua cor, nos esgotos tratados e despejados nos corpos d´água, entre outras indicações de poluições difusas. |
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