GALVANOPLASTIA

Cuca Jorge

INVESTIMENTO EM TECNOLOGIA AVANÇADA ESTIMULA A CONCENTRAÇÃO DE NEGÓCIOS

José Paulo Sant'sAnna

As solicitações cada vez mais rigorosas das legislações ambientais e de saúde no trabalho exigem investimentos consideráveis das prestadoras de serviços de galvanoplastia no Brasil. Essas empresas também são pressionadas por boa parte de seus clientes, que ao contratarem os serviços cobram o atendimento de normas técnicas rigorosas e se recusam a pagar o preço de tal sofisticação.

Para complicar a situação, os preços dos insumos utilizados na operação têm sofrido reajustes constantes. Se somarmos a esse quadro o crescimento pífio da economia nacional nos últimos anos e os elevados juros cobrados no Brasil, dá para imaginar as dificuldades vividas por muitos empresários do ramo. Sofrem menos as empresas que contam com tecnologia de ponta e trabalham para clientes que pagam mais por serviços que exigem muita qualidade. Esse privilégio, no entanto, beneficia um número restrito de empresas.

As dificuldades fazem com que líderes do setor apostem em uma alteração no perfil desse segmento de negócios nos próximos anos. O mercado, hoje bastante pulverizado, no futuro deve contar com número bem menor de representantes. “Não existem estatísticas oficiais. Mas acredito que só no Estado de São Paulo devem existir mais de 600 empresas especializadas em galvanoplastia”, informa Marco Antonio Barbieri, vice-presidente do Sindicato da Indústria de Proteção, Tratamento e Transformação de Superfície do Estado de São Paulo (Sindisuper) e diretor da Wadyclor, empresa paulistana que presta serviços de cromação de peças plásticas e conta com 20 colaboradores.
 

Barbieri lembra que a grande maioria dessas empresas tem micro ou pequeno porte, e trabalham com média de vinte funcionários. “Os proprietários das empresas pequenas quase nunca conseguem se capitalizar para fazer os investimentos necessários e manter o negócio dentro dos parâmetros de funcionamento desejados”, explica. Com o mercado se tornando cada vez mais competitivo, as empresas que dispõem de menos tecnologia devem desaparecer. “Vão sobreviver as que conseguirem manter suas fábricas dentro de padrões de qualidade aceitáveis”, acredita. Um dos grandes problemas, na opinião do dirigente, encontra-se na falta de preparo dos donos das empresas de pequeno porte, muitas vezes técnicos que trabalharam durante anos em uma empresa de galvanoplastia e que resolveram dar uma guinada em sua vida abrindo seu próprio negócio.

Cuca Jorge

Barbieri: pequenos sofrem para atender aos requisitos

“Eles podem ter excelente conhecimento sobre a operação, mas não sabem como administrar as empresas. Se eles pensassem bem, não abririam uma galvanoplastia, muitos perdem todo o investimento que fazem”, resume.
 

 
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