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“Antes produzíamos tapetes de borrachas SBR, mas as substituímos pelo
poliuretano por causa das características mecânicas superiores”,
informou Renato Andrade Dias, um dos responsáveis pelo departamento
comercial da TKM. Só levando em conta a resistência à abrasão, o PU
consegue ser pelo menos duas vezes mais durável.
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“No momento, também desenvolvemos mercado para outras peças e
componentes em poliuretano por tecnologia Rim, onde a reação ocorre por
injeção e moldagem, como peles integrais, utilizadas para revestimentos
de volantes de veículos”, acrescentou Dias. |
| Tapete de PU substitui SBR |
A durabilidade dos artefatos é também essencial a quem pleiteia atender
com seriedade concessionárias como a ViaBrasil, responsável pelos
serviços de manutenção de estradas paulistas, como a Injefox. Fabricante
de cones injetados para sinalização em PU, a TKM também confia na
aceitação dos novos produtos entre vários setores do empresariado,
principalmente após as privatizações quando as decisões passaram a dar
maior prioridade à qualidade.
As aplicações automotivas do PU seguem, porém, muito além desse
horizonte. Na Europa e Estados Unidos, o material já encontrou forte
presença em batentes, suportes e filtros, em muitos casos substituindo
também plastissóis de PVC, sendo amplamente utilizado em inúmeros
componentes para isolamento termoacústico e como absorvedor de energia.
| Em isolamentos acústicos, o PU
chega a absorver 50% do ruído.Suas propriedades de barreira térmica
também são bastante conhecidas nas espumas rígidas de PU em blocos, cortadas em fatias, laminadas e
termoconformadas, cujo emprego é assegurado em painéis para tetos de
automóveis. |
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Material para máquina agrícola
é injetado com filme colorido |
O PU tem motivado inúmeras novas tecnologias em várias partes do mundo,
conforme observado na Feipur 2006. Com tecnologia Foiled FiberPUR (FFT),
por exemplo, o material é injetado com carga sobre filme termoplástico
colorido, posicionado diretamente no molde, e serve à produção de
componentes externos os mais diversos para máquinas agrícolas, que saem
das injetoras totalmente acabados, eliminando por completo a pintura.
Patenteada pela empresa italiana Inntec, e licenciada no Brasil pela
Purcom, fabricante de sistemas de PU, a tecnologia FFT consiste na
moldagem à baixa pressão. Considerado de baixo investimento, o processo
permite alcançar alta capacidade produtiva e significativa economia por
eliminar a pintura, além de permitir grande liberdade aos projetos que
poderão incluir nervuras, contranervuras e insertos metálicos. Na
Europa, com a tecnologia já estão sendo fabricados capôs para motores,
pára-lamas, tetos e laterais de portas para máquinas agrícolas. “Capôs
rígidos em poliuretano já são encomendados pela japonesa Komatsu,
enquanto no Brasil, estamos buscando parceiros para dar início a
produções semelhantes”, afirmou Giuseppe Santanchè, diretor comercial da
Purcom.
“As principais vantagens dessa nova tecnologia são eliminar a pintura
das peças, apresentar resistência superior e menor peso, entre 20% até
30% mais leves, em comparação com as peças fabricadas por SMC (Sheeting
Moulding Composites), mas também não podemos negar o fato de que se
trata de tecnologia isenta de estireno cujo uso está restrito nas
indústrias de transportes principalmente da Europa”, informou Santanchè.
A composição do material, nesses casos, é feita em PU rígido, mas também
contém fibras de vidro longas, com 50 mm de comprimento, empregadas na
proporção de 15% até 40%.
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“De acordo com vários testes já realizados, esse material comprovou
resistência à chama, obtendo certificação UL, na classe UL94 VO e 5VA”,
informou o diretor. Sua faixa de resistência térmica vai desde -40o C
até mais de 150o C, e, quimicamente, o material resiste a vários
resíduos orgânicos e inorgânicos, além de apresentar boa dureza
superficial. Servindo de base de suporte ao PU, o filme pré-moldado com
carga no molde pode ser confeccionado em PVC ou PET-G. A camada
superficial externa deverá ser em PVDF. |
| Cone injetado: privatização quer qualidade |
Com a mesma tecnologia, que elimina totalmente a pintura dos ciclos de
produção, o PU também pode ser injetado sem fibras de vidro, e resultar
em peças de grandes dimensões (até 2m²), com ângulos e reentrâncias, a
custos mais competitivos. Portas de refrigeradores, gabinetes para
televisores acima de 52 polegadas, banheiras, boxes e componentes para
banheiros já se integram aos itens fabricados a partir da injeção de PU,
prevendo a existência de apenas um filme de acabamento pré-moldado no
molde. Sem fibras, o filme que dará sustentação ao PU na superfície do
molde se compõe de uma blenda formada por ABS, PVC e PC.
Fortalecidas pelo apelo ecológico, várias aplicações de espumas de PU
também estão sendo introduzidas no mercado brasileiro, conforme
observado na feira. A Sismatec, de Curitiba-PR, por exemplo, vem
produzindo sistemas de isolamento para refrigeradores e freezers com
espumas de PU expandidas com um agente líquido especial que não agride a
camada de ozônio, nem promove o efeito estufa.
| Várias indústrias comprometidas com o meio ambiente, como a Danica, que
fabrica em Joinville-SC painéis frigoríficos inclusive para exportação,
e a Gelopar, de Araucária-PR, fabricante de freezers e balcões
frigoríficos, já aderiram ao uso desse agente expansor. |
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| Santanché exporta capôs rígidos para a japonesa
Komatsu |
Denominado Ecomate, trata-se de molécula de formiato de metila, patente
americana disponível há seis anos nos Estados Unidos, comercializada com
exclusividade pela Purcom.
“Muitas empresas brasileiras estão se antecipando às exigências, pois o
uso do gás HCFC somente será permitido até 2010, mas os volumes por nós
exportados de Ecomate também já são bastante significativos para
transformadores da Colômbia, Argentina e Chile, principalmente para
atender às indústrias de refrigerantes que estão bastante atentas às
novas condutas que deverão assumir em breve”, acrescentou o diretor.
As indústrias exportadoras naturalmente foram as primeiras a aderir ao
uso do novo agente expansor para a fabricação de espumas de PU, pois,
tanto na Europa, como nos Estados Unidos, espumas expandidas com HCFC já
não são mais aceitas. O novo agente expansor, contudo, além de ser
empregado em espumas, também tem aplicações recomendadas para a
fabricação de poliuretanos semi-rígidos, rígidos estruturais e peles
integrais. Por isso, a empresa trava uma espécie de luta contra o tempo,
alertando as indústrias para que possam se adequar às novas exigências o
quanto antes da proibição dos gases nocivos, o que, no Brasil, só deverá
ocorrer a partir de 2010.
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