A Aga/Linde do Brasil espera registrar crescimento de vendas em 2006 da ordem de dois dígitos sobre 2005. A companhia opera com produtos na forma de cilindros, suprimentos líquidos e unidades on site, estas com maior desenvolvimento. “Essas unidades acabam por estimular a venda de líquidos, que são consumidos na partida ou em back up (complemento)”, afirmou.

A produção de aço consome muito oxigênio, em ritmo mais ou menos constante. “A siderurgia puxa volumes grandes, em mercado competitivo que dá retorno para as operações”, avaliou. Esse segmento adotou a terceirização de suprimento de gases, uma tendência mundial, embora algumas empresas mantenham suas unidades próprias. A produção de ligas metálicas e de chapas prontas e semi-acabadas requer argônio para melhor purificação, com resultados bastante atraentes para os fornecedores.

Unidades on site siderúrgicas podem ser criogênicas, por operarem com volumes altos, na faixa de quatro mil t/dia. Os processos consomem oxigênio e argônio, e também aplicam o nitrogênio em várias etapas, porque o gás está disponível. A maior instalação de unidades on site provocou o refluxo de gases que antes era direcionado para esse segmento industrial, inundando o mercado. Conseqüentemente, os preços caíram em 2005.

“Os preços ainda estão ruins, apesar de as unidades produtoras operarem com baixíssima ociosidade”, concordou Renato Montagnini, da Air Products. Para ele, os preços estão baixos porque dependem de contratos antigos de suprimento, celebrados em outra situação de mercado. Apesar disso, a empresa pretende expandir sua produção. Só nos produtos criogênicos, está previsto o acréscimo de 300 t/dia de oxigênio e nitrogênio, além de 10 t/dia de argônio entre 2007 e 2008, fruto de investimentos estimados em US$ 30 milhões. A fábrica de Guaíba-RS, comprada da Riocell, hoje com 330 t/dia, será ampliada. “Além disso, construiremos nova planta criogênica, em lugar que ainda não podemos revelar”, afirmou.

Em novembro do ano passado, a Air Products colocou em marcha uma unidade para 200 t/dia de O2 e N2 em parceria com a Solvay, em Santo André-SP, para suprimento cativo. 
“É uma unidade que funciona por adsorção, com um contrato take or pay com o cliente”, disse.

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Fábrica de Santa Cruz - RJ dará lugar a unidade moderna e maior

A procura por unidades on site não-criogênicas está elevada, bem como a concorrência. A empresa disputa vários projetos no total estimado de 200 t/dia, para operar a partir de 2007, não incluídos no plano de expansão.

 

 
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