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Bombas
Sinais positivos e negativos se misturam no horizonte da indústria brasileira de bombas. A expectativa em relação às encomendas para 2007 é excelente, a melhor dos últimos anos. Mas o real valorizado e o acúmulo de pedidos, se de fato se concretizarem em um curto espaço de tempo, como previsto, podem dar espaço a um amplo movimento de importações. Para um setor que amarga dois anos de estagnação, vem perdendo mercado externo e atua com margens de lucro reprimidas, a ameaça de uma invasão de importados, mesmo que seja para suprir a falta de capacidade produtiva instalada no País, não é muito bem-vinda pelos fabricantes locais. Até porque, nada garante que o aquecimento nas encomendas previsto para os próximos meses tenha continuidade ao longo dos próximos anos. “Estamos torcendo para que os projetos programados para 2007 vinguem e que os pedidos realmente entrem em carteira. Mas num ritmo que a indústria nacional possa atender, caso contrário vamos aproveitar apenas parcialmente esse boom de encomendas de bombas”, diz um executivo do setor. Os sinais positivos de encomendas para 2007 são emitidos por diversos segmentos da economia. Em muitos casos, são projetos que eram esperados para 2006, mas que ficaram mesmo para o próximo ano. Esses projetos, agora, devem se acumular com os novos empreendimentos previstos. É o que ocorre, por exemplo, na indústria de refino de petróleo, que é o setor onde é mais fácil visualizar a onda de encomendas esperadas para o próximo ano. O programa de investimentos da Petrobrás em refino de petróleo anunciado no final de 2005 prevê a contratação de 1.688 bombas até 2010. Mas, deste total, 471 deveriam ser adquiridas em 2006. Até outubro, nenhuma encomenda, porém, foi realizada. O problema é que, para 2007, está prevista a contratação de 761 bombas, segundo o cronograma original. Fontes do setor informam que a pressão do governo sobre a Petrobrás para que ela reduza o atraso das obras nas refinarias é grande. Se isso de fato ocorrer, chegarão ao mercado em 2007 pedidos para aproximadamente 1.232 bombas apenas para as refinarias. “A indústria brasileira de bombas não está capacitada para atender, de uma só vez, a esse volume de encomendas”, diz outro executivo, que também prefere não se identificar. A indústria brasileira de bombas praticamente dobrou de tamanho entre 2000 e 2004, saltando de um faturamento anual de R$ 500 milhões para R$ 972 milhões. Em 2005, o setor sofreu uma queda em seu faturamento, de 2,3%, fechando o ano em R$ 950 milhões. Segundo a Câmara Setorial de Bombas e Motobombas (CSBM) da Abimaq, que reúne 53 associados, entre janeiro e agosto de 2006 o setor faturou R$ 700 milhões e a expectativa para o ano é de um faturamento igual ou ligeiramente superior ao registrado em 2005. Os segmentos econômicos que mais demandaram bombas em
2006 foram os de mineração, principalmente em decorrência dos
investimentos da Companhia Vale do Rio Doce; petroquímica, puxado pela
Oxiteno e Braskem; exploração de petróleo, com investimentos da Petrobrás;
papel e celulose e açúcar e álcool, com vários investimentos. |
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