CELULOSE E PAPEL

 

   
 

 

 

SETOR PREPARA NOVA RODADA
DE INVESTIMENTOS PRODUTIVOS

A indústria brasileira de celulose e papel dá sinais vigorosos de que pretende manter a escalada das exportações. Mais de 10 milhões de toneladas de celulose foram produzidas em 2005, sendo 8,3 milhões de t com fibra curta. Nesse tipo, o País consolida a posição de liderança, superando por larga diferença os volumes produzidos nos Estados Unidos, Canadá e Indonésia, este o concorrente mais próximo do Brasil.
 

A produção de todos os tipos de papel chegou a 8,6 milhões de toneladas em 2005. Contudo, há fortes indícios de instalação no País de um novo ciclo de investimentos papeleiros, considerando as atuais intenções dos produtores de colocar em prática novos projetos de expansão.
 

Para dar respaldo a essas e outras iniciativas das indústrias, fornecedores representativos dessa cadeia prestigiaram o 39o Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel da ABTCP-TAPPI (Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel e Technical Association of the Pulp and Paper Industry), realizados em São Paulo, de 16 a 19 de outubro, no Transamérica Expo Center. O grande mérito das participações foi tornar mais acessíveis às indústrias as novas formulações químicas, equipamentos e máquinas, visando oferecer maior competitividade à produção local e preparando-a para suprir melhor os mercados interno e externo.
 

Reconhecidas no mundo todo como altamente produtivas, as florestas plantadas de eucalipto no Brasil já alcançaram níveis de rentabilidade superiores aos de outras atividades tradicionais do agronegócio como a pecuária de corte e o plantio de soja ou milho, segundo propagam especialistas do setor. A produtividade alcançada pelas florestas brasileiras de eucalipto, do plantio à colheita, demanda entre cinco e sete anos nas regiões mais produtivas, enquanto nos países de clima temperado do Hemisfério Norte, as árvores só alcançam a maturidade aos cinqüenta anos.
 

Em regiões de alto rendimento, como nos Estados da Bahia, Minas Gerais e São Paulo, a produtividade dos clones das novas espécies plantadas no País alcança 60 m³ por hectare/ano, enquanto na Escandinávia a produtividade é de 3 m³ a 5 m³ por hectare/ano.
Em área plantada, o País ocupa 1,7 milhão de hectares, 75% desse total em florestas de eucalipto.

Megainvestimento – As oportunidades de bons negócios na América do Sul, especialmente no Brasil, têm mobilizado investimentos gigantescos de corporações consolidadas em outros continentes. Esse é o caso da Metso Paper, uma das líderes globais no fornecimento de máquinas e tecnologias para a fabricação de celulose e papéis, com sede na Finlândia, que aguarda aprovação da Comunidade Econômica Européia para finalizar a compra da norueguesa Aker Kvaerner, anunciada em fevereiro de 2006.
 

Um dos grandes atrativos para a expansão do fabricante de bens de capital é a alta demanda das indústrias de celulose e papel locais, tanto para a aquisição de máquinas novas quanto para o aumento de capacidade e a melhoria da eficiência das linhas produtivas já instaladas. Além desse fator, a compra da Aker Kvaerner representará maior autonomia para a Metso no fornecimento completo de equipamentos para toda a cadeia produtiva do setor.
 

Com a compra da Kvaerner, a Metso acrescentará à sua linha os digestores contínuos e equipamentos para recuperação química, como caldeiras, evaporadores, fornos de cal, incluindo equipamentos para caustificação.
 

“As indústrias de celulose e papel receberam positivamente a compra da Kvaerner, pois compreenderam os vários benefícios decorrentes da negociação que contribuirá para a redução de interfaces e de pacotes tecnológicos, representando menores riscos, pois poderemos fornecer fábricas inteiras, abrangendo as linhas de fibras celulósicas, áreas de recuperação, entre outras”, afirmou Pär-Erik Larsson, vice-presidente de celulose da Metso Paper.

 

 
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