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A SGS fabrica uma série de polímeros líquidos de origem vegetal como o Retygs PU 0850 – polisicianato baseado em TDI (poliisocianurato). O produto foi desenvolvido para reticular resinas com hidroxilas livres entre as quais as alquídicas, os poliésteres, resinas acrílicas hidroxifuncionais. Por curar rapidamente proporciona elevada resistência ao calor para óleos plastificantes e a diversas famílias de solventes. O PU 850 tem como diluentes acetonas e ésteres, além de diluentes aromáticos com teor de umidade menor que 0,05%. O produto é indicado às aplicações em linha como embalagens da indústria moveleira. É particularmente indicado para uso em seladores para madeira com cura acelerada. O Retygs PU 1829 é um poliuretano monocomponente que cura no tempo ao absorver a umidade do ar ou do substrato. Proporciona filmes de alto brilho, incolores, livres de imperfeições. Sua alta dureza é fator de alta resistência ao abrasão e ao mesmo tempo mantém características de flexibilidade, evitando trincas. Perfeitamente curado apresenta altas barreiras a óleos, gorduras, solventes e material de limpeza. É produzido para a selagem de cimento, madeira, metal. O Reetigs PU 0740 é um produto desenvolvido para reticular adesivos baseados em poliuretanos e poliésteres em solução conferindo resistência ao calor, à hidrólise bem como óleos graxas e solventes. De cor clara é indicado para solados transparentes ou brancos. A Braspoxi DR é um diluente reativo de origem vegetal com excelente estabilidade e grande resistência à extração por agentes de limpeza e outros. É indicado para sistemas reativos de adesivos epoxi, devido à sua compatibilidade, reatividade e poder de redução da viscosidade. O produto propicia a obtenção das poliamidas líquidas Brasmide sem qualquer influência de ftalatos. O Olvex 5 é um plastificante líquido de origem vegetal. Substitui diversos ftalados em sistemas de resinas plásticas. A SGS surgiu em São Sebastião do Caí em 1986. Dez anos depois expandiu seus negócios para Ponta Grossa no Paraná, junto a um dos maiores pólos industriais de beneficiamento e refino de soja e seus derivados do país. Segundo o diretor-administrativo e sócio da empresa, Nei Eduardo Schneider, a cidade no oeste do Paraná foi escolhida justamente por estar localizada em ponto privilegiado ao abastecimento de plantas oleoquímicas, pela presença de grandes empresas fornecedoras de óleos provenientes de soja e de outros grãos como girassol, trigo, milho e de diversas outras culturas. Além disso, Ponta Grossa é bem equipada por rodovias e ferrovias com acesso às principais regiões do país, estando a apenas 90 quilômetros de Curitiba e a 190 quilômetros do porto de Paranaguá, considerado um dos maiores terminais de processamento de exportação de soja e seus derivados do País. O ácido graxo bruto da SGS vai praticamente todo para a Europa, provavelmente sendo industrializado na forma de biodiesel. Todas as matérias-primas oleoquímicas absorvidas na planta gaúcha para a obtenção de resinas são processadas na unidade paranaense. “Resolvemos entrar na área de poliamidas justamente porque nossa unidade de Ponta Grossa passou a fabricar dimérico”, reforça Schneider. Conforme ele, a filosofia da SGS é voltada para a produção vertical. A empresa processa 18 mil toneladas por ano, incluindo a atividade das plantas do Rio Grande do Sul e Paraná. Nessa última há uma unidade de hidrotratamento de instáveis de óleos vegetais para quebra de moléculas, o que permite a conversão de óleos vegetais em matéria-prima básica destinada à obtenção de polímeros. “Existem poucas empresas no Brasil detentoras dessa tecnologia que é a base na obtenção de polímeros originários de fontes renováveis e de fácil reciclo”, defende Schneider.n F.C.C.
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