. “Alinhamos as práticas do programa, que fundamentava sua avaliação muito nos indicadores de desempenho, com a visão de análise crítica do sistema das normas”, explicou Christianini. Isso significa, em resumo, que a Suzano transformou já anteriormente o Atuação Responsável em um sistema de gestão que, por sua vez, também passou a ser avaliado como o PNQ exige, ou seja, por meio da avaliação freqüente do próprio ciclo PDCA. “O prêmio é ainda mais crítico do que as normas, na medida em que questiona a própria melhoria contínua”, diz.

No primeiro exercício da Suzano para o PNQ em 2000, em uma análise inicial apenas para se auto-avaliar, a empresa chegou à conclusão de que atingiria no máximo 350 pontos.  
 
 

 Até ali, segundo Christianini, muito das conquistas era resultado da adoção do Atuação Responsável desde 1993 e das certificações de qualidade (ISO 9001) e meio ambiente (ISO 14001). E, por terem identificado o baixo potencial de pontuação para o prêmio da qualidade, a petroquímica passou a entender a necessidade de modificações, que consistiam principalmente em adaptar o programa da Abiquim dentro de um contexto de sistema de gestão integrado de saúde, segurança e meio ambiente.

Com a inclusão de medidas de controle das práticas, como é exigido pelos sistemas de gestão, e com a avaliação periódica dessas medidas, segundo os critérios do PNQ, a pontuação da empresa começou a crescer.  
 
 

 Já em 2003 a empresa foi finalista do prêmio, o que significa ter no mínimo 500 pontos, e em 2005, conquistou o prêmio, chegando aos 650 pontos (o que por sinal não é revelado oficialmente, mas se sabe no mercado que esta é a média dos premiados). Para a conquista, aliás, de acordo com o gerente da Suzano, também foram importantes as adoções de sistemas de gestão estratégica, como o Six Sigma e o Balanced Scorcard (BSC).

 

Com a revisão do Atuação Responsável, Christianini acredita que os associados terão a vida muito facilitada caso queiram concorrer ao PNQ. “Eles não precisarão transformar o programa em um sistema de gestão, como fizemos”, diz. Mas, ainda para ele, isso não significa que as empresas poderão apenas se fixar no AR. “A elaboração do relatório [de no máximo 75 páginas] para concorrer, que consiste em relatar o cruzamento dos 12 fundamentos de excelência com os 8 critérios do prêmio, ainda será um trabalho à parte”, afirma. Com vários sub-itens, trata-se da geração de mais de 400 dados diferentes.

 

Apesar do trabalho à parte, Christianini é categórico em afirmar que o Atuação Responsável, mesmo o prestes a ser descontinuado, ajudou muito na conquista do prêmio. Essa conclusão gerou até uma extensa apresentação do executivo em um congresso do programa, por meio da qual foram enumeradas todas as contribuições do programa, seguindo os itens da premiação. Na apresentação se constatam vários requisitos do PNQ atendidos pelos seis códigos em extinção do Atuação Responsável. Desde a etapa inicial do relatório, quando se precisa descrever a organização, sua relação com a sociedade e seus aspectos relevantes, passando pelos oito critérios (e itens) do prêmio: liderança; estratégias e planos; clientes; sociedade; informações e conhecimento; pessoas; processos; e resultados.

         

 

 
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