“Queremos apenas de início disponibilizar todas as ferramentas para isso e demonstrar para elas como a tarefa se simplificou com a revisão”, explica o gerente da Abiquim. Além de estarem agrupadas, evitando replicações comuns antigamente entre as dimensões dos códigos, as 62 diretrizes são mais objetivas, por definir de forma sucinta o que a empresa precisa fazer para chegar a um determinado nível de implementação.

  Outro aspecto importante com o novo programa, segundo Kós, é a garantia de homogeneidade das práticas. Cuca Jorge
 
Kós: obrigatório chegar no nível 2 implementação

 

 “O novo programa é mais objetivo, afirma o que as empresas precisam ter ou fazer para atender a uma diretriz, como em um sistema de gestão”, explica Kós. No programa ainda em vigor, e que a partir de 2007 começará a ser descontinuado, não há a definição clara do que é atender a uma prática, o que constantemente criou interpretações heterogêneas.

 

É por essa razão, aliás, que muitas empresas, na auto-avaliação, podem descobrir ainda estar no nível 1, segundo explica o gerente da Abiquim.  
 
 

Sinergia – A idéia de melhorar a gestão da indústria química com o novo Atuação Responsável, que envolve diretamente seus signatários com os critérios de excelência do Prêmio Nacional de Qualidade (PNQ), deve muito a experiências bem-sucedidas ocorridas no Brasil com duas signatárias importantes do programa: a Petroquímica União (PQU) e a Suzano Petroquímica. Isso porque ambas as empresas foram premiadas em 2005 e, da mesma forma, as duas são unânimes em afirmar que a sinergia entre os dois sistemas não só é plenamente possível, tendo em vista que elas precisaram fazê-la em seus preparativos para o prêmio, como recomendável.

“Se uma prática não é colocada para rodar no sistema de gestão da empresa, como antigamente podia ocorrer com o Atuação Responsável, ela tende a ficar perdida na empresa”, explicou o gerente de qualidade, saúde, segurança e meio ambiente da Suzano, Nelson Christianini  
 
 

. A declaração do responsável pelos preparativos para o PNQ da Suzano tem a ver com o fato de o novo programa ter se adaptado ao chamado ciclo PDCA (plan, do, check and act), que baseia os sistemas de gestão empresariais e cuja tradução mais simples seria implantar as práticas com visão crítica, por meio da qual a empresa constantemente avalia suas atitudes para tentar melhorá-las.

Foi com essa visão, e para cumprir seu planejamento estratégico de concorrer ao PNQ, que a Suzano, na época ainda como Polibrasil, começou a integrar todo o seu sistema de gestão com as práticas do Atuação Responsável e com os preparativos para atender aos critérios de excelência do prêmio  
 
 

 

 
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