atuação

responsável

 

Novo programa

prepara

a indústria

para conquistar

o PNQ

 

Marcelo Furtado

   
 
 

 

Diagrama da gestão, segundo o PNQ

  Pelo menos se depender das 150 empresas associadas à Abiquim, a Associação Brasileira da Indústria Química, há uma grande chance de o setor químico se iniciar no caminho da chamada excelência empresarial, práticas cada dia mais necessárias dentro do competitivo mundo globalizado.  
 
 

 Compulsoriamente signatárias do programa Atuação Responsável, todas as associadas passam agora a contar com um novo formato desse sistema de gestão de saúde, segurança e meio ambiente que as levarão, em uma etapa posterior de implantação, a seguir os critérios de excelência adotados pelo prestigioso Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ).

 

A atual estrutura do AR, enxuta e com visão mais prática do que a anterior em vigor desde 1992, que possuía seis códigos grandes e estanques e 112 práticas, agora conta com apenas 62 diretrizes, é adotada em forma de sistema de gestão e permeada por uma escala de níveis de implementação. Neste último caso, em níveis de 1 a 4, e por meio da qual, em fevereiro de 2007, todas as empresas farão uma auto-avaliação para noticiar à Abiquim seu estágio de implantação. Segundo explica o gerente de assuntos técnicos da associação, Marcelo Kós, por enquanto será obrigatório para as empresas atender apenas até o nível 2 de implementação, o que significa seguir normas ISO e as diretrizes do programa em saúde, segurança, meio ambiente e proteção industrial. Mas ao partirem para o nível 3, em um processo de melhoria contínua e por exigência indireta do próprio mercado, as empresas se iniciam em qualidade e responsabilidade social com vista ao prêmio.

 

Para Kós, de forma genérica, tomando como meta os 1.000 pontos máximos do PNQ, atingir o nível 1 seria conseguir cerca de 250 pontos; no nível 2, 500; no 3, ter sido premiado, ou seja, encontrar-se na faixa dos 650 pontos; e no nível 4, estar nos 1.000 pontos, o que para alguns é considerado praticamente impossível. A auto-avaliação marcada para o ínicio de 2007 servirá também de base para os auditores no novo processo de verificação VerificAR, que integrará as auditorias do Atuação Responsável com as das normas de qualidade ISO 9000, de meio ambiente (ISO 14000), de segurança (OSHAS 18000) e, caso a empresa já esteja nesse ponto, com as de responsabilidade social (SA 8000).

 

A facilidade para a signatária seguir para o PNQ será, portanto, estrutural, tendo em vista que ao se comprometer com o Atuação Responsável (o que é obrigatório às associadas) ela já saberá em que estágio se encontra caso tenha pretensões de concorrer ao difícil prêmio da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). Embora a associada não seja obrigada a caminhar para os preparativos, o novo programa já a envolve com esse universo. Com a auto-avaliação, a expectativa é de que boa parte das signatárias, de acordo com Marcelo Kós, esteja no nível 2 e algumas poucas abaixo ou além desse patamar. As que estiverem ainda no primeiro nível, provavelmente terão metas a alcançar. Caso a empresa já seja signatária, e associada há até dois anos, deverá ter quatro anos para chegar ao nível exigido. Se for associada há mais de dois anos, terá três anos. Agora, se for nova na Abiquim, muito provavelmente, de acordo com Kós, precisará chegar ao nível 2 em cinco anos.

Quanto a atingir os níveis mais elevados da qualidade e responsabilidade social, pelo menos a princípio as empresas não precisarão seguir metas.   
 
 

 

 

 
  <<< Anterior
Próxima >>>