Os fabricantes de tintas que utilizam resinas epóxi em suas formulações, produtores de e-coat, de tintas em pó, tintas navais e tintas industriais anticorrosivas, têm recebido de seus fornecedores um recado nada animador: o preço do epóxi está subindo e continuará em alta nos próximos meses. O quilo do epóxi, que há um ano era comercializado por US$ 2,50, hoje é vendido no Brasil a US$ 3,60. Mas os contratos internacionais já começam a ser negociados na faixa dos US$ 4,00 o quilo, valor que aos poucos vai sendo repassado ao mercado local. “Em três meses, esse deve ser o patamar de preços no Brasil. Mas a expectativa é de que o encarecimento da resina continue no mercado internacional e, portanto, aqui também”, diz Jorge Yoriyasu, gerente de marketing da distribuidora Carbono Química.
A expectativa para 2006 é de um consumo entre 7% e 9% maior que o de 2005. Os principais responsáveis por esse aumento estão na Ásia: China, Índia e Taiwan. E a indústria eletrônica – e não o mercado de tintas – é quem mais contribui para esse crescimento. O mercado global de resinas básicas líquidas de epóxi é estimado em aproximadamente 1,2 milhão de toneladas/ano. Os dois principais segmentos econômicos consumidores são a indústria de tintas e a indústria eletrônica, que utiliza o insumo em placas de circuitos impressos. Cada um desses segmentos responde, globalmente, por 40% do consumo. O mesmo não ocorre com a oferta da resina. A indústria mundial de epóxi líquida trabalha ocupando 90% de sua capacidade instalada. Esse dado já é sinal de um quase esgotamento. Mas o problema maior está na oferta de matéria-prima para essa indústria. “Está em falta”, diz Jensen.
A tonelada, que era comercializada por US$ 1,6 mil em janeiro, está sendo vendida por US$ 2,5 mil e a previsão é que chegue a US$ 2,6 mil em breve. A pressão por aumento de preços em relação ao bisfenol-A deve se intensificar no próximo ano. As resinas epóxi são responsáveis por 30% do consumo mundial de bisfenol-A.
Os 70% restantes são destinados para a indústria de policarbonato, na qual
o insumo é comercializado com grau de pureza maior, e obtém um melhor
valor de mercado. |
||||||||||||||
| <<< Anterior | ||||||||||||||