|
“Vamos trazer missões internacionais mensalmente, a começar pela
América Latina, para conhecer o projeto”, adianta Bello. Por razões de
segredo industrial, acrescenta, os consultores não conseguem entrar nas
atuais fábricas de calçados e nem nos curtumes para pesquisar máquinas e
processos. Com a necessidade de produzir couros acabados de altíssima
qualidade, uma nova família de químicos top de linha deverá ser
desenvolvida no País ou importada em maiores volumes. “Certamente, novos
corantes, pigmentos, engraxantes e estucos chegarão ao mercado
brasileiro”, antecipa Fernando Bello. Altos e baixos – A cadeia produtiva do couro refletiu as incertezas da economia nacional no primeiro semestre. As estatísticas da Secex, tabuladas pela Associação das Indústrias de Couro do Rio Grande do Sul (Aicsul), revelam crescimento de 15% nas exportações brasileiras de couros em agosto, na comparação com o mês anterior, o equivalente a US$ 173 milhões. No mesmo período ocorreu um crescimento de 28%. No acumulado do ano, a receita é 29% maior do que o mesmo período em 2005. Em 2006, as exportações já resultaram em faturamento de US$ 1,19 bilhão e a expectativa é de US$ 1,60 bilhão até o final do ano. Com relação ao destino, o novo comprador de destaque é a Indonésia. Saltou de US$ 4,5 milhões de janeiro a agosto de 2005 para US$ 28 milhões nos oito primeiros meses deste ano.
É praticamente o dobro das exportações de couros acabados (de alto valor), que totalizaram 7,2 milhões de peles. Com isso, o ano de 2006 deverá registrar uma queda de 4% no faturamento em dólares na indústria de insumos químicos dirigida à cadeia produtiva do couro. A previsão é do novo gerente da divisão leather da Lanxess, Fábio Bellotti da Fonseca. Ele culpa justamente as facilidades para exportação do couro wet blue, vendido sem qualquer beneficiamento e com baixíssimo valor agregado, o que prejudica os negócios com as dezenas de formulações empregadas nas 20 reações realizadas nas diversas etapas necessárias para atingir o couro 100% acabado. Na contabilidade de , se todo o couro produzido no Brasil fosse exportado na forma de produto acabado, o mercado de insumos químicos em 2007 aumentaria em 60%. De outro modo, ele comemora que na virada do semestre, a Lanxess, em particular, conseguiu aumentar suas vendas em dólares na casa dos 50% na comparação com 2005.
A Lanxess oferece linha completa de produtos químicos para a indústria do couro, entre os quais constam agentes de curtimento orgânicos e sintéticos, conservantes, auxiliares de tingimento e acabamento, óleos e corantes. É detentora de marcas comerciais de produtos auxiliares de curtimento como o Baymol, Cismollan, Preventol, Baykanol e o Xeroderm. |
|||||||||||
| <<< Anterior | |||||||||||