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Óxidos de ferro ganham ampliação no Brasil

Alvo de ampliação e modernização concluídas em agosto, a fábrica de pigmentos inorgânicos da Lanxess de Porto Feliz-SP, única fora da Alemanha estruturada para sintetizar o óxido de ferro, tem merecido grande atenção da companhia, principalmente após o fechamento em 2005 da unidade fabril congênere instalada nos Estados Unidos, convertida em misturadora de pigmentos. Concentrada na matriz, na Alemanha, onde a produção alcança mais de 200 mil toneladas/ano, a área de pigmentos da Lanxess conta com duas fábricas e 5 unidades voltadas às misturas, instaladas na Espanha, Grã-Bretanha, Estados Unidos, China e Austrália.

Com capacidade para fabricar 28 mil toneladas/ano, a unidade brasileira de pigmentos está, porém, entre as prioridades da Lanxess pelo seu grande potencial de desenvolvimento local e exportador.
Contemplada no decorrer dos últimos oito anos com recursos no valor de US$ 16,6 milhões, sendo US$ 1,2 milhão exclusivamente para a conservação e proteção do meio ambiente, a fábrica de pigmentos de Porto Feliz conta com novos planos de expansão e promete contar com destino além das metas anteriormente traçadas. Segundo os principais executivos da empresa, dentro de dois a três anos, a produção local de pigmentos à base de óxidos de ferro deverá ser elevada, aproximando-se das 40 mil toneladas/ano.

Hoje, com pigmentos de óxidos de ferro, são atendidas importantes demandas dos mercados da construção, abrangendo telhas e pisos intertravados, tintas e revestimentos, plásticos, papéis, e outras aplicações especiais, envolvendo toners voltados à impressão.

À frente das operações no Brasil, Marcelo Lacerda, Ceo da Lanxess desde 2004 – quando, efetivamente, a empresa foi constituída no País com o desmembramento da área de produtos químicos e parte dos negócios na área de polímeros da Bayer –, revelou os últimos números consolidados da companhia. Em 2005, o faturamento em vendas alcançou 7.150 bilhões de euros e só no primeiro semestre deste ano já foram contabilizados 3.587 bilhões de euros, somando os desempenhos de quatro grandes áreas de negócios:borrachas, plásticos de engenharia, químicos intermediários e químicos de performance.De acordo com dados revelados durante a segunda assembléia anual dos acionistas, realizada em maio deste ano, as ações da Lanxess, lançadas na bolsa de valores de Frankfurt há pouco mais de um ano e meio, dobraram de valor, sendo hoje cotadas a 31.60 euros.
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Lacerda: fábrica pode crescer até 40 mil t/anos em dois anos

“Todas as nossas unidades contam com autonomia para fazer negócios que garantam rentabilidade e estamos nesse momento vivenciando nossa quarta etapa de evolução, passível de ensejar novas uniões e aquisições”, informou Lacerda.

Atualmente, 120 projetos de pesquisa e desenvolvimento são liderados pela Lanxess no mundo todo. Um deles é um desinfetante considerado altamente eficiente no combate a epidemias decorrentes do vírus da gripe aviária. Outro projeto em curso pesquisa plásticos de alto desempenho.

Nesse área, a companhia vem equalizando tecnologias híbridas que combinam aços e plásticos, com a finalidade de abrir novas oportunidades para a indústria automotiva. Entre as mais recentes descobertas da Lanxess também está um estabilizante para biodiesel e um futuro lançamento da companhia na área de conservantes para bebidas.
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Vista aérea da fábrica da Lanxess em Porto Feliz -SP

Afora, os novos desenvolvimentos, a companhia conta com amplo portfólio de químicos básicos, ingredientes ativos e intermediários para a fabricação de fármacos e produtos para proteção agrícola, agentes de acabamento para as indústrias têxteis e de couros, resinas para troca iônica, especialmente para tratamento de águas, borrachas sólidas e químicos para artefatos em borracha e pneus, além de plásticos para automóveis e aparelhos elétricos, além dos pigmentos inorgânicos para coloração de concreto, tintas, revestimentos e plásticos, motivando sua última ação de relacionamento com comunidades externas.

Como fornecedora destacada na área de químicos para o processamento de têxteis, com mais de 1.800 produtos para pré-tratamento, auxiliares de tinturaria e estamparia, retardantes de chama, entre outros, a Lanxess também vem buscando novos parceiros para dar continuidade a essas operações.

Amarelos promissores – Fundada em 1979, pela antiga Tintas Globo, então liderada por Ernest Blumenthal, a fábrica de pigmentos de óxidos de ferro de Porto Feliz tem metade de sua produção destinada a atender ao mercado local, e a outra metade seguindo para países da América Latina, Estados Unidos e Europa.

Das 28 mil toneladas produzidas ao ano, 19 mil t/ano consistem em pigmentos amarelos, 5 mil t/ano em vermelhos, 2 mil t/ano em pretos e 2 mil t/ano em misturas. Do total de pigmentos produzidos, 46% destinam-se ao segmento da construção, 38% ao setor de tintas e vernizes e 9% à pigmentação de plásticos.
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Blocos pigmentados deixam cruzamento mais bonito em Blumenau -SC

Entre as principais marcas e produtos fabricados em Porto Feliz se encontram pigmentos industriais de óxidos de ferro da linha Bayferrox e o pó xadrez, sendo este último desde janeiro de 2006 diretamente comercializado pela companhia e não mais pela Sherwin-Williams.

A linha de produtos Bayferrox é constituída de materiais apenas moídos e materiais micronizados. Maior evolução tecnológica ocorreu com os micronizados da linha LOM (Low Oil Absortion), de baixa absorção de óleo. Trata-se de especialidade para emprego em tintas, desenvolvida no Brasil, apresentando grande demanda de exportação para a Alemanha, Estados Unidos, América Latina, Austrália, entre outros países.
Para as indústrias de tintas, a grande vantagem dos pigmentos à base de óxidos de ferro amarelos produzidos com tecnologia LOM é permitir o preparo de formulações com até 65% de pigmentos. O grande consumo dessa linha de pigmentos desenvolvida desde 1998 se dá no segmento de tintas imobiliárias, seguindo tendências de consumo contemporâneas por tonalidades de amarelo.

Outra grande vantagem dos pigmentos de óxidos de ferro amarelos fornecidos ao mercado pela Lanxess é o seu alto grau de solidez à luz, classificado em grau 5. Com a mesma tecnologia LOM também estão sendo produzidos pigmentos amarelos com maior grau de saturação de cor, para emprego em tintas imobiliárias e automotivas, áreas com demandas ainda mais promissoras.                                                                                                        Rose de Moraes
 

 
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