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CENTRÍFUGAS
Pieralisi cresce e vai para sede nova |
Ao atingir a marca de 500 máquinas instaladas no Brasil, depois de dez anos de operação,
a subsidiária da italiana Pieralisi, fabricante de centrífugas decantadoras e sistemas de secagem de lodo, inaugurou nova sede em Jundiaí-SP. Com área total de 6 mil m2, sendo 2 mil cobertos e 400 m2 de escritório, a unidade, que servirá como espaçoso estoque e terá em breve linha de montagem final dos componentes importados das máquinas, concentrará a operação da empresa, antes dividida entre o escritório em São Paulo, almoxarifado em Guarulhos e Santa Bárbara D´Oeste-SP.
“A nova sede é o resultado do cumprimento de meta de vendas acordado com a matriz italiana“, explicou a diretora-comercial da Pieralisi, Estela Testa, responsável pela entrada da empresa no Brasil. A conquista aí se baseia na forte penetração que a fabricante italiana conseguiu no setor de saneamento, fornecendo hoje para praticamente todas as principais companhias públicas e privadas, e também na área industrial, para desidratação de lodo originário de tratamento de efluentes.
Uma prova da presença das decanters italianas no saneamento é a recente conquista da considerada maior obra da atualidade na área de tratamento de lodo, no adensamento e desidratação do lodo de esgoto da ETE Barueri, da Sabesp, de São Paulo. Fornecimento em conjunto com a empreiteira Techint, trata-se de nove decantadoras com capacidade para tratar 120 m3/h cada.“Em virtude de a Pieralisi ser especializada em desidratação de lodo, ao contrário de outras fabricantes, que vêem a aplicação apenas como mais um negócio, a receptividade das nossas máquinas no meio é muito grande”, explicou o gerente de engenharia José Maria Silva. Essa especialização torna a decantadora da Pieralisi, principalmente, ideal para a operação rústica que é a desidratação de lodo. Uma outra vertente de negócios com muito potencial para a Pieralisi, em razão de sua experiência em fornecimentos na Europa, é a de secagem térmica de lodo, para sua esterilização e uso como fertilizantes.
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Cuca Jorge |
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| Estela: dominio da desidratação de Iodo justifica investimentos |
Mercado que deve se desenvolver bastante no Brasil, pois a nova resolução do Conama regulamentou a aplicação, a Pieralisi na verdade já possui os primeiros casos no Brasil, em obras com a companhia estadual de saneamento do Rio de Janeiro, a Cedae. São vendas para quatro estações cariocas: Ilha do Governador, São Gonçalo, Pavuna e Sarapuí.
| O equipamento de secagem da Pieralisi possui tecnologia desenvolvida pela filial espanhola, onde a aplicação é bastante difundida. Segundo o engenheiro José Maria Silva, trata-se de sistema de troca direta, com chama direta e troca térmica por convecção. |
Cuca Jorge |
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| Equipamentos robustos são preferidos para lidar com resíduos |
Operando com queimador a 800ºC, alimentado por qualquer tipo de combustível, o resíduo segue primeiramente para câmara de combustão, onde um cilindro incorporado, de diâmetro maior, cria isolamento e resfriamento com circulação forçada de ar, efetuada por eletroventilador. Esse fluxo de ar proporciona a combustão.
Após isso, em uma pré-câmara, há a passagem dos gases e a regulação da temperatura, com a entrada de ar, que a diminui para cerca de 450ºC, permitindo a ida do lodo à câmara de secagem (tambor rotativo), onde sua umidade cai para 5% a 10%. Os gases seguem para lavadores e, segundo estudos com os primeiros casos no Brasil, atendem à norma mais rigorosa de material particulado (10 ppm, abaixo do 50 ppm exigido por lei européia) e de óxidos de nitrogênio, com 140 ppm, abaixo dos 500 ppm da norma alemã.
| Os primeiros lodos secos das operações no Rio estão sendo doados para agricultores para uso em fertilizantes. A Pieralisi já forneceu mais de 80 destes secadores na Espanha, onde há todo o tipo de uso, desde a secagem de excrementos de coelhos para gerar fertilizantes, como para o preparo de lodo agrícola empregado como combustível de termoelétricas. |
Cuca Jorge |
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| Silva: secador térmico prepara Iodo para uso como fertilizante |
No Brasil, Estela Testa vê grande potencial nas companhias de saneamento também em razão da possibilidade de uso do biogás, dos digestores de lodo, como combustível do queimador. Esse detalhe pode gerar até mesmo créditos de carbono, que ajudariam no custo de operação dos equipamentos.
Com 13 fábricas no mundo, a matriz da Pieralisi na Itália (Jesi) concentra a produção de decanters, onde fabrica 1.500 unidades/ano. Com faturamento mundial de 120 milhões de euros, o grupo possui
filiais, além da Europa, nos Estados Unidos, China e Japão. O faturamento da subsidiária brasileira chega a R$ 35 milhões. Segundo Estela Testa, metade dos fornecimentos da empresa é para saneamento e o restante para aindústria. Marcelo Furtado
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