O excesso de polietilenos no mercado brasileiro impede a elevação do preço da resina e dificulta a recuperação dos lucros da Companhia Petroquímica do Sul (Copesul). Da mesma forma, derruba as margens de contribuição e lucro. A avaliação é do diretor de relações com os investidores da empresa, Bruno Albuquerque Piovesan. Com isso, apesar da comercialização de 1,4 milhão de toneladas de petroquímicos básicos, solventes e combustíveis, registrada de janeiro a junho de 2006 (volume 6,2% superior ao mesmo período do ano anterior), a empresa registrou um lucro líquido ajustado antes das destinações de R$ 305,5 milhões, 17% menor em relação ao do primeiro semestre de 2005, o melhor de sua história. Os negócios com eteno representam 70% do faturamento da empresa, cujos resultados são obtidos mediante compartilhamento de margens com a segunda geração do pólo. A nova realidade do mercado ocorre em período de celebrações no âmbito da Copesul e do Pólo Petroquímico de Triunfo. Na primeira semana de junho, a empresa comemorou trinta anos de fundação e, apesar da diminuição dos lucros, recebeu o prêmio de destaque em dois rankings de desempenho por se constituir na empresa do setor químico e petroquímico com melhores resultados para seus investidores no ano passado. Pelo mesmo motivo, em 6 de junho, Bruno Piovesan esteve em São Paulo para receber o Prêmio Destaque Setorial, concedido pela Abrasca (Associação Brasileira das Companhias Abertas) às empresas mais rentáveis do Brasil em oito setores. A indicação teve base metodológica desenvolvida pela GRC Visão Consultoria Econômica. O primeiro cracker, denominado Planta 1 da Copesul, começou a processar nafta em 1982, com capacidade produtiva de 450 mil toneladas/ano de eteno. Nessas três décadas, a companhia obteve 16 milhões da olefina, exportou mais de 7 milhões de toneladas de produtos e ampliou sua capacidade para 1,135 milhão de toneladas/ano de eteno. Com a abertura da distribuição de derivados de petróleo, passou a colocar 25 mil toneladas/ano de gasolina, além de oferecer diesel, óleo combustível, entre outros produtos ao mercado consumidor. Houve uma ampliação expressiva da linha de produtos. Atualmente, a Copesul vende propeno, buteno, butadieno, benzeno, tolueno, xileno e algumas correntes de gases combustíveis. O assessor de marketing João Ruy Dornelles Freire destaca o reconhecimento da sociedade no que tange à transparência de gestão, controle ambiental e responsabilidade social da Copesul. Ele recorda que a instalação da petroquímica gaúcha decorreu de mobilização política e de um amplo debate sobre o modelo de controle ambiental. À época, a Petrobrás, responsável pelo projeto, determinou a busca das melhores soluções possíveis em termos de tratamento e de geração de energia. Com isso, a engenharia da Copesul procurou os modelos mais modernos do mundo em Estação de Tratamento de Efluentes (ETEs).
Por essa razão, o efluente tratado é disposto no solo por meio de aspersão
e tubulação perfurada, irrigando uma área de 200 hectares, onde oito
bacias receptoras recebem os dejetos para descontaminação. O Pólo
Petroquímico do Sul reúne características que favorecem a segurança e a
proteção ambiental. Está localizado distante de núcleos urbanos, em
posição favorável quanto à direção dos ventos predominantes. Uma cortina
verde formada pela mata nativa atua como barreira natural contra
aproximações indevidas e atenua ruídos e eventuais impactos visuais e
atmosféricos.
Ainda assim, há outras iniciativas de integração também na área
administrativa. A Ipiranga Petroquímica, de acordo com Dornelles Freire,
fechou seu departamento de compras. As aquisições de materiais de
escritório, desde clipes até equipamentos de informática, ficam a cargo da
Copesul. |
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