A textura do geotecido confina os pequenos grãos dos materiais a ser retidos, enquanto o excesso de água é drenado pelo saco por meio de pequenos poros no tecido, desidratando o lodo. A redução do volume permite vários enchimentos do bag. “Muitas vezes a água drenada é de boa qualidade e pode ser reusada ou despejada nos cursos d´água”, explicou o engenheiro André Pavarini, da representante Esco Comercial.

Cuca Jorge Depois do ciclo de enchimento e desidratação, o material sólido retido pode continuar sua consolidação por desidratação porque o vapor d´água residual do material evapora pelo geotecido, tornando o lodo cada vez mais seco e portanto com menor custo para disposição final.É bom acrescentar que dentro do saco é aplicado polímero floculante, mas em uma dosagem bem menor do que normalmente se utiliza.
Pavarini (acima) divulgou novo sistema de desidratação de lodo

 “Praticamente um terço do polímero empregado em desidratação por decantadoras”, diz Pavarini. No Brasil, o sistema já é utilizado pela companhia paranaense de saneamento, a Sanepar, na ETE de Guaratuba, que passava por ampliação e reformulação e para tanto precisava desidratar 22 mil metros cúbicos de uma lagoa de estabilização em desativação. Foram instalados três sacos de geotecido, com diâmetro de 6,30 metros e comprimento de 60 metros. Com a adição de um polímero catiônico, em 60 dias todo o lodo foi removido e o resíduo de água saído dos tecidos demonstrava teor de DBO e sólidos muito baixos, que possibilitaram o despejo no curso d´água.

Além desta obra, o geotube possui outros cases no Brasil. Na ETE da Sabesp, em Macedônia-SP, foram projetados dois sacos com 6,04 metros de diâmetro e 14 m de comprimento, para desidratar 800 metros cúbicos do sistema de esgoto sanitário da cidade acumulado durante mais de vinte anos de operação em uma lagoa facultativa primária. Uma draga flutuante passou a succionar e arrastar o lodo, e uma bomba com vazão de 60 m3/h passou a mandar o material para os sacos, que em cerca de 60 dias removeram os contaminantes para o geotecido.

Também já constam como obras no Brasil o uso em outra ETE da Sabesp em Santo Antônio do Jardim-SP e na cidade de Rio das Ostras, no Rio de Janeiro, onde a tecnologia desidrata lodo de ETES, fossas sépticas e o chorume gerado pelo aterro sanitário da cidade.

Neste projeto, chama a atenção o fato de que após finalizado o processo de secagem da massa sólida, os sacos serão abertos e o lodo seco e mineralizado passará a ser utilizado como cobertura do aterro sanitário.

Afora o saneamento básico, outro setor em que a Esco Comercial pretende comercializar bastante a tecnologia é a indústria de celulose e papel. Aliás, na Suzano Bahia Sul, em Mucuri-BA, há 16 bags de 12X100 para desidratar 248 mil m3 de lodo de celulose.

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Gratt: tecnologia nacional para fabricar decanters

Ainda no ramo da desidratação, outra participação na feira foi da empresa nacional Gratt Decanters, de Capinzal-SC, fabricante de centrífugas decantadoras. Em um mercado com forte presença de máquinas importadas, a Gratt produz decanters para tratamentos de 500 litros por hora até 60 m3/h. Há vinte anos no mercado, segundo seu diretor, Bernhard Josef Gratt, a empresa já fornece para a Sabesp, nas ETEs de Cubatão e Barueri-SP, para a prefeitura de Porto Alegre-RS e Joinville-SC, entre outras localidades. “Temos um sistema que se adequa a qualquer tratamento, de ETAs, ETEs e de lodo físico-químico industrial”, explica Gratt.

Outra empresa pequena nacional, e do sul do País, a dar o ar da graça na feira foi a Hidrosul, de Canoas-RS, especializada em estações compactas de tratamento de efluentes industriais e esgotos municipais. Ofertando ETEs em regime turn-key, o produto da empresa, em plástico com resina de fibra de vidro, conta com aerador submersível de fabricação própria e automação completa por meio de CLPs.

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A decantadora catarinense pode tratar até 60 m3 por hora

 

De acordo com Amauri Moraes, da divisão de tratamento de efluentes, para esgotamento sanitário as ETEs compactas visam cidades com até 15 mil habitantes, com vazão máxima de 2.400 m3 por dia de esgotos.Com portfólio que inclui estações compactas físico-químicas, biológicas e tipo monobloco, a empresa também conta com sistemas de reúso, com filtração de areia e carvão ativado.

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A Hidrosul fornece ainda flotadores, floculadores e decantadores por gravidade, além de digestores aeróbios de lodo e bombas dosadoras e de elevatória de esgoto bruto.

 
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