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Ainda em melhorias para tratamento biológico, a Aquamec, empresa nacional
de engenharia de equipamentos e sistemas completos para água e efluentes,
aproveitou a feira para mostrar seus aeradores rápidos Aqua-injet (por ar
induzido) e Aqua-jet (aspersão na atmosfera). O primeiro, de acordo com a
empresa, possui geometria diferenciada do rotor, que provoca alta
velocidade no meio líquido, criando um vácuo para succionar o ar sob
pressão atmosférica. Isso induz uma quantidade descendente de ar,
cisalhado em pequenas bolhas junto ao rotor, dentro do tanque. Pela
agitação, o rotor dispersa e mistura o oxigênio, respeitando os padrões
recomendados pelas normas. Já o Aqua-jet emprega os princípios
convencionais do bombeamento, o líquido é bombeado para a atmosfera e, ao
atravessar um difusor, se separa em partículas que captam o oxigênio na
atmosfera, carregando-o para o tanque.
Segundo Sidinei Gobbi, do departamento técnico da CeltaBrasil, as zeólitas estão sendo empregadas com sucesso como elementos de filtros pequenos e de polimento. Com ação bacteriológica, atuando contra bactérias e protozoários, removem compostos orgânicos, metais pesados, amônia, cor, odor, sabor e turbidez da água. Para alguns componentes, como metais pesados e amônia e para combater dureza, as zeólitas atuam como em troca iônica, substituindo cátions (como o mercúrio, chumbo, cádmio, cromo e zinco) por íons presentes em suas estruturas. Os cátions ficam retidos nas cavidades e microporos de diâmetros reduzidos da estrutura do produto.
Com grande área superficial (40 m2/g), as zeólitas se tornam
biofiltradores melhores do que, por exemplo, as areias quartzosas. Depois de sua saturação, estimada em no
mínimo cinco anos, o produto pode ser regenerado ou empregado com
fertilizantes. Além do uso em água, podem ser aplicadas ainda em remediação de áreas contaminadas com hidrocarbonetos e óleos em geral.
“Ele opera por atração molecular. Uma carga inversa ao gás a ser encapsulado neutraliza o material orgânico”, explica Bortali. Após o encapsulamento, a névoa desce à superfície e se biodegrada. Trata-se de atração física e não química: uma capa se forma ao redor da molécula e apenas algumas bactérias e temperaturas superiores a 170 ºC podem destruí-la. |
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