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17°
FEIRA NACIONAL DE SANEAMENTO |
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Tecnologias para acabar com o déficit |
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Marcelo Furtado |
Animados pelas perspectivas abertas para o saneamento básico, que vive
momento de euforia com a breve promulgação do seu esperado marco regulatório, fornecedores de sistemas, produtos e equipamentos do setor
aproveitaram a 17ª Feira Nacional de Saneamento (Fenasan) para mostrar
alguns lançamentos interessantes aos cerca de 10.600 visitantes que
passaram pelos corredores do Expocenter Norte, em São Paulo, entre os dias
8 e 10 de agosto.
Apesar de ser uma feira de pequeno porte, com 92 expositores, empresas de
importância no setor estiveram presentes com estandes, a maior parte delas
fornecedoras da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo
(Sabesp), que gostam de prestigiar o evento promovido pela Associação dos
Engenheiros da Sabesp (Aesabesp). O bom nível da exposição reforçou o
caráter técnico da Fenasan, que aconteceu em paralelo com o 17º Encontro
Técnico da Aesabesp, cujo tema deste ano foi “Evitar o Desperdício de Água
– Responsabilidade e Comprometimento”. Temática bastante oportuna, aliás,
e geradora de bons debates, como por exemplo o que envolveu a mesa
redonda, no dia 9 de agosto, sobre medição individualizada em condomínios.
Um decreto-lei de 2005, em São Paulo, vai proibir em novos prédios
paulistanos o rateio da cobrança de água entre os condôminos.
Um exemplo das novidades existentes na feira ocorreu com a empresa de
engenharia Centroprojekt, de origem tcheca e estabelecida no Brasil com
forte atuação por meio de seu escritório em São Paulo. Despertou bastante
curiosidade no estande da empresa uma tecnologia que ela passou a
representar da mexicana AqWise, um processo de origem israelense que
melhora a eficiência de degradação dos tratamentos biológicos de
efluentes.
Em um tanque protótipo a Centroprojekt simulou a aplicação do produto.
Trata-se do processo AGAR (Attached Growth Airlift Reactor), que se
utiliza dos chamados suspended biomass carriers (em tradução livre:
carregadores de biomassa suspensos), que flutuam submersos no leito sob a
ação de mistura da aeração.
| Na verdade, são espécies de
“bóbis” (como os empregados em cabelos femininos), confeccionados com
polietileno espumado e que têm o poder de se tornar um meio de cultura
das bactérias, aumentando o número delas e conseqüentemente a
capacidade do tratamento biológico. “O biofilme se forma nos carriers e com isso duplica a
degradação do tratamento”, explicou o representante da AqWise
Latinoamerica, o mexicano Jorge Hernández. |
Cuca Jorge |
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| Hernández veio do México para mostrar tecnologia
israelense |
A grande vantagem do processo é permitir que o cliente, seja ele
industrial ou municipal, amplie seu tratamento biológico sem precisar
investir em mais reatores. Com capacidade de abater DQO, DBO e amônia, os
“bóbis” podem durar mais de vinte anos, em virtude do material plástico
espumado, cujas propriedades e desenho evitam sua saturação e decantação.
Já empregado em Israel, Europa e Estados Unidos, e desde março de 2005 no
México, a Centroprojekt venderá a tecnologia no Brasil e países vizinhos
(já foi fechado negócio no Chile).
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