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      Reunião da Dow decifra demandas tecnológicas

Pela primeira vez no Brasil, a Dow promoveu um encontro de tecnologia que reuniu todo o
pessoal de pesquisa e desenvolvimento com os responsáveis pelo marketing de produtos.
Encontros semelhantes estão sendo feitos há pelo menos quatro anos, com o intuito de
aproximar as pontas da cadeia de desenvolvimento e de vendas, reunindo o máximo de
informação sobre necessidades específicas de mercado e as possibilidades de atendê-las.

“Nossa carteira de produtos de performance, nas áreas de químicos e de resinas, representa
vendas mundiais de US$ 20 bilhões e ainda tem muito espaço para crescer”, afirmou Kurt
Swogger, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento de produtos de performance das
linhas química e de plásticos da Dow Chemical, que acompanhou o encontro. Ele salientou
que cada área geográfica de atuação apresenta demandas específicas de respostas
tecnológicas. “No encontro buscamos saber o que os clientes querem e, depois, se valerá a
pena atender a todas as solicitações do ponto de vista econômico”, explicou. Essa visão é
compatível com o lema de “criação global, aplicação regional”.

A área de performance responde por quase a metade das vendas da Dow (US$ 46 bilhões
em 2005) e foi agrupada sob o comando do vice-presidente Romeo Kreinberg. Cabe ao
executivo evitar conflitos culturais entre a produção de commodities e a de produtos mais
especializados, fabricados nas mesmas instalações. “Precisamos ter as duas formas de
atuação para alcançar os resultados”, disse Swogger.

A área de pesquisa e desenvolvimento da Dow Chemical receberá investimentos no total de
US$ 1,1 bilhão durante 2006, sendo mais da metade dos recursos direcionados para os
produtos de performance. Nessa linha há oitenta projetos em evolução. Swogger informou
não haver conflitos entre pesquisa pura e desenvolvimento de aplicações na companhia, pelo
fato de as atribuições serem perfeitamente conhecidas. A pesquisa básica fica nos Estados
Unidos, dedicando-se a temas como química combinatória e de alta produção. As atividades
de desenvolvimento são descentralizadas, com enfoque nas regiões de atendimento.
O maior intercâmbio de informações foi incentivado pela constatação feita há alguns anos de
que alguns produtos do portfólio não apresentavam crescimento de vendas, embora tivessem
propriedades interessantes. “A informação não fluía como agora”, explicou. Ao mesmo
tempo, a companhia passou por uma reorganização que ceifou vários cargos gerenciais,
com acúmulo de atribuições aos remanescentes. Estes passaram a receber volumes
crescentes de dados. “Somos líderes em tecnologia da informação e aprendemos a lidar
com o volume de informações com base em um sistema específico, sem sobrecargas”,
explicou.

Swogger salienta que o crescimentos de negócios leva à recontratação de pessoal. Isso já
foi feito nas linhas de polietilenos e polipropileno e será feito sempre que necessário,
segundo disse.

Uma das área a se beneficiar da troca mais ativa de informações é a dos copolímeros em
bloco Infuse, obtidos com a tecnologia Insite, desenvolvida há quinze anos. A tecnologia
permite associar blocos olefínicos de eteno e propeno em arranjos especiais, formados com
apoio de catálise avançada, de modo que ofereçam copolímeros termoplásticos com
propriedades melhoradas de elasticidade e compressão, resistência a temperaturas e à
abrasão, além de proporcionar economia nos ciclos de moldagem.

A linha Infuse ainda não tem lançamento comercial definido, mas as aplicações possíveis
estão sendo catalogadas pela companhia. “Esses copolímeros, com taxa de cristalização
igual à dos polietilenos e taxa de compressão parecida com a dos poliuretanos
termoplásticos, podem tirar 10% do mercado dos produtos tradicionais e gerar outros 10%
em novas aplicações”, afirmou.

Mudança geográfica – A Dow Chemical redistribuiu os trabalhos por regiões geográficas,
ficando a área de maior atuação, na América do Norte, dirigida pelo presidente e CEO
Andrew Liveris. Pedro Suarez, vice-presidente da divisão de plásticos para América do Norte, foi nomeado presidente da Dow para toda a América Latina, região com sede em São Paulo. Jim McIlvenny respondia pelos negócios da companhia na China e se tornou presidente da região Ásia-Pacífico. A região Índia, Oriente Médio e África ficou sob a responsabilidade de Earl Shipp, enquanto Markus Wildi se tornou presidente da Dow Europa e gerente-geral da companhia na Alemanha.                                      M. Fairbanks
 
 
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