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No Brasil, porém, desempenho de aplicação e preocupações ambientais,
por enquanto, estão em segundo plano. O que vale é o preço. Essa
característica do mercado local faz com que mesmo as grandes empresas
globais com atuação no País mantenham duas linhas de produtos. Uma voltada
para a alta tecnologia e outra para a média. O problema é que as tintas de
média tecnologia passaram, nos últimos anos, a ser ameaçadas por produtos
de baixíssima qualidade, algumas vezes com uma composição formada com
índices de solventes superiores a 60%.
Em outra frente de batalha, os principais fornecedores de tintas registram
um crescimento da informalidade no mercado. Duas práticas se tornaram
comuns. A meia nota e a informalidade completa. Neste último caso, os
produtos são comercializados sem pagar impostos. Em um País que tem carga
tributária superior a 38%, é uma vantagem e tanto.
Não existe, é claro, estatística sobre informalidade, mas alguns players
estimam que a prática supere a casa dos 25% dos negócios. Há ainda quem
avalie que o mercado informal cresce a um ritmo duas vezes maior que o
formal.
“A informalidade no setor é grande e barra o avanço tecnológico”, dispara
Nelson Sabatine, diretor-geral da Lazzuril, divisão de tintas para
repintura automotiva da Sherwin Williams. Reverter esse status quo
negativo é o desafio do momento dos principais players desse segmento de
negócios. Não é uma tarefa simples.
Custo/benefício – Yvete Leon acredita que, com o tempo, os
proprietários de oficinas vão acabar migrando para os produtos com melhor
tecnologia. “Eles vão compreender que é a qualidade, a eficiência e a
especialização que vão garantir sua sobrevivência no mercado”, diz a
consultora. De fato, quem se detém a uma análise mais detalhada da relação
custo/benefício entre as opções de tintas, conclui que há vantagens
significativas na compra de tintas com mais tecnologia.
As tintas tradicionais chegam ao consumidor, dependendo do fornecedor, com
um preço entre 30% e 60% menor que as tintas de altos sólidos,
classificadas como de alta tecnologia.
O desempenho também varia de acordo com cada fornecedor. Mas, em média,
uma primer de alta tecnologia apresenta um tempo de secagem três vezes
inferior; exige menos demãos, até duas, contra três ou quatro das primers
tradicionais; e reduzem em mais de 50% a necessidade de retrabalhos.“As
tintas de alta tecnologia geram produtividade para as oficinas.
| Com elas, é
possível realizar mais trabalhos por hora”, diz Carlos Thurler,
diretor de marketing de tintas para repintura da PPG na América
Latina. Marubayashi conta que uma oficina cliente da Akzo conseguiu
dobrar o número de carros pintados por mês sem ocupar mais espaço ou
profissionais, apenas alterando a qualidade da tinta utilizada. “Quem
faz conta, opta pelas tintas de alta tecnologia”, diz o executivo. |
Cuca Jorge |
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| Marubayashi: oficina pode dobrar
produção apenas trocando de tinta |
E é este o esforço dos principais produtores de tintas hoje, levar os
donos de oficina a realizar contas e entender melhor o desempenho das
tintas avançadas. Várias empresas oferecem cursos de aplicação, comparam
desempenho e até realizam consultoria para melhorar a performance das
oficinas.
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