A expectativa de expansão pode ser avaliada pela meta declarada da Yokogawa na América do Sul, de manter crescimento anual perto de 20% ao ano e chegar ao faturamento consolidado de US$ 100 milhões em 2008. “Para isso, nós atuamos em todos os segmentos consumidores e investimos em novas aplicações”, comentou.

Controle de campo – Peças-chave no controle de vazões nos processos químicos e petroquímicos, as válvulas de controle mantêm discreta, porém contínua, evolução. No estado-da-arte, esses instrumentos de campo se tornaram híbridos eletrônicos (sensores e posicionadores) e mecânicos. Cada parte exige padrão elevado de qualidade a fim de proporcionar o melhor desempenho aos usuários.

Nos últimos anos, a parte eletrônica tem eclipsado a mecânica, por ter sido pródiga em avanços e controvérsias. O desenvolvimento dos posicionadores digitais só se tornou realidade com a implementação de protocolos de comunicação confiáveis, o que demandou muita discussão, sem resultar em solução única. Permanecem no mercado as linhas Hart, Foundation Fieldbus e Profibus, sem falar no vetusto sinal analógico de 4 a 20 mA.

O coração do instrumento foi deslocado dos assentos e sedes polidas em aço e ligas para circuitos eletrônicos sofisticados que determinam a abertura ou o fechamento, os posicionadores. Convivem fornecedores de sistemas completos de automação e controle com especialistas em alguma etapa do sistema. Pode explicar o fenômeno a preferência heterogênea dos compradores quanto ao grau de concentração de fornecedores.

Alguns setores industriais adotaram a tendência de comprar pacotes completos de controle e automação de processos. Não é o caso da indústria de petróleo, que geralmente seleciona item por item. “É típico desse setor exigir qualificação de desempenho e de segurança de cada peça, por isso é comum fragmentar o pedido de modo que se compre sempre a melhor tecnologia para cada situação”, explicou Ninin. A Yokogawa foi por seis anos a fornecedora preferencial de transmissores de pressão e temperatura da estatal, por meio de autorizações de fornecimento, modalidade de compra que deixou de ser praticada, exigindo disputar concorrências em cada encomenda.O desenvolvimento dos posicionadores digitais oferece facilidades para o usuário.

 “Muitas vezes é possível corrigir problemas da válvula de controle permitindo o ajuste rápido das variáveis de processos sem produzir oscilações”, comentou Ninin. Isso é conseguido com o controle PID (proporcional, integral e derivativo) efetuado pelos posicionadores. Além disso, esses equipamentos apresentam a assinatura digital da válvula e gerenciam a histerese.

Cuca Jorge

Alessandri: tecnologia  elimina ruídos e cavitação nas válvulas

O desenvolvimento dos posicionadores digitais oferece facilidades para o usuário. “Muitas vezes é possível corrigir problemas da válvula de controle permitindo o ajuste rápido das variáveis de processos sem produzir oscilações”, comentou Ninin. Isso é conseguido com o controle PID (proporcional, integral e derivativo) efetuado pelos posicionadores. Além disso, esses equipamentos apresentam a assinatura digital da válvula e gerenciam a histerese. Embora possa apoiar a idéia de que um bom posicionador melhora uma válvula ruim, ele orienta seus clientes a comprar o melhor produto para cada situação, pois os itens mais baratos podem comprometer o desempenho dos processos ou provocar despesas maiores de manutenção.
“O posicionador digital oferece vantagens, mas nunca vai resolver problemas de vazamentos, ruídos, estanqueidade e atrito, por exemplo”, explicou Carlos Augusto Alessandri, gerente comercial e de desenvolvimento da Dresser – Divisão Válvulas, proprietária da marca Masoneilan, uma das grandes referências mundiais em válvulas de controle. Ele admite ser constante no setor o destaque aos posicionadores inteligentes (digitais), mas salienta que a parte mecânica das válvulas continua a receber melhoramentos importantes.

Com o intuito de atender à demanda, a Dresser acompanhou as modificações tecnológicas do instrumento de campo, tendo produzido desde as antigas válvulas auto-operadas, as pneumáticas, as analógicas e, agora, as digitais. Para tanto, desenvolveu o posicionador SVI-1 (de smart valve intelligence) em 2000, submetendo-o a atualizações e aprimoramentos até o atual SVI-II AP (advanced performance), já disponível para clientes no Brasil. “Os primeiros SVI tinham um controlador incorporado, que depois se mostrou desnecessário, pois o posicionador se comunica com o sistema de controle do processo”, comentou. Os modelos mais recentes apresentam configuração modular, para atender a um grande número de situações e graus de sofisticação de forma econômica. A linha SVI usa protocolo de comunicação Hart, possui visor para leitura no campo, que também pode ser capturada por saída serial.
 

 
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