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Abrafati cria conselho para unir mais o setor

A Associação Brasileira dos Fa­bricantes de Tintas (Abrafati) anunciou a criação do conselho diretivo. Com funções executivas e deliberativas, o órgão é resultado da união de seu conselho consultivo e da sua diretoria. Ao todo, são doze membros e quem assume a presidência é o vice-presidente de Tintas e Vernizes da Basf para a América do Sul, Rui Artur Goerck.

A iniciativa tem como propósito aumentar a sinergia entre os associados. “O conselho busca convergência no setor de tintas e vernizes”, afirmou Goerck. Para ele, para que o mercado se desenvolva são fundamentais o alinhamento de todos os elos da cadeia produtiva e ações direcionadas a um mesmo objetivo. O presidente-executivo da Abrafati, Dilson Ferreira, compartilha a opinião: “As mudanças ocorrem dentro de um espírito de dinâmica. É uma prova de modernização.” Na prática, de acordo com Ferreira, a Abrafati poderá estabelecer um foco de trabalho e assim ganhar força entre os associados, sobretudo porque haverá a liderança do presidente do conselho.
 
A fim de viabilizar a atuação do conselho, Goerck estabeleceu como prioridades questões comuns a todo o mercado. “Vamos começar com assuntos que são fáceis de chegar a um acordo”, disse. Um dos interesses mais evidentes é a deficiência na qualificação profissional. De acordo com Goerck, os fabricantes de tintas e vernizes sofrem com a limitação dos pintores. “O problema hoje está na aplicação dos nossos produtos”, informou.

Outra ação a curto prazo visará as informações setoriais. A idéia é conhecer mais o mercado, com estatísticas precisas e confiáveis. O meio ambiente também estará no foco do conselho. “Há tecnologia para se produzir de forma mais limpa”, alerta. O conselho contará com os cargos de primeiro e segundo vice-presidentes. São eles: Alexandre Cenacchi (Renner Sayerlack) e Paulo Vieira (DuPont do Brasil), nesta ordem. A equipe de conselheiros é composta por: Alaor Gonçalves, Aldo Gandolfi Junior, An­tonio Manoel M. Costa, Douver Gomes Martinho, Fernando José da Costa, Fernando Val y Val Peres, Milton José Killing, Reinaldo Richter e Silvério Macchia. O mandato de todos os membros do conselho se expira em dois anos e não será permitida a reeleição do presidente.

Divulgação

         
Goerk: assume a presidência

Em ascensão - Considerado um dos cinco maiores mercados mundiais para tintas, o Brasil faturou em 2005 US$ 1,88 bilhão, o equivalente à produção de 942 litros. Desse volume, seguindo a tradição, o segmento de tintas imobiliárias representou a maior parte: cerca de 77%. O restante se dividiu entre a indústria geral (15,5%) e os segmentos automotivo (montadoras), com até 4,5%, e o de repintura automotiva, com 4% do volume total. O faturamento do setor cresce ano a ano. Em 2004, registrou faturamento de US$ 1,5 bilhão, segundo a Abrafati.

Essa indústria deve encerrar o primeiro semestre com aumento do consumo de 3% a 5%, em relação ao mesmo período do ano passado. Os primeiros três meses do ano registraram demanda de até 7% superior a 2005, mas, a partir de maio, as vendas apresentaram queda. As expectativas da entidade dão conta de crescimento de no máximo 5% em 2006, se comparado ao ano passado.                 Renata Pachione

 

 
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